Diástase na gravidez: saiba o que é, como pode ser prevenida e tratada

Em alguns casos, o alongamento dos músculos abdominais pode ser resolvido com exercícios de low pressure fitness (LPF) e pilates

atualizado 12/11/2018 10:57

Arte/Metrópoles

Sandy, Thais Fersoza e Giovanna Antonelli são algumas das celebridades que recentemente falaram sobre as dificuldades de ter diástase no pós-parto. A separação de músculos abdominais é relativamente comum depois da gravidez e pode ser prevenida antes de dar a luz, como faz a futura mamãe e atriz, Isis Valverde, por meio da prática de pilates.

Quando o corpo materno está carregando o bebê, acontece um relaxamento dos músculos do abdômen para comportar o útero em expansão. “Fisioterapia é essencial antes, durante e depois do parto. A atividade ajuda tanto o períneo quanto o músculo reto abdominal a não se alongarem além do normal”, afirma a obstetra e ginecologista do Centro de Medicina Fetal, Alexandra Sartore.

O esperado é ter uma ampliação de até um centímetro. “Entre dois e cinco, o quadro é preocupante, mas pode ser revertido com uma rotina intensa de exercícios, alimentação rica em proteína, boa respiração e postura”, diz a fisioterapeuta do Hospital Anchieta, Áurea Regina Aguiar. Outros fatores que podem piorar a situação são ganho de peso e flacidez muscular. As atividades físicas mais recomendadas são low pressure fitness (LPF) e pilates.

“LPF é um método de treinamento para o corpo e a mente. Ele combina exercícios respiratórios e posturais”, explica Andressa Aguzzoli, fisioterapeuta e instrutora de low pressure fitness, ioga e pilates. A poderosa técnica, quando feita com orientação e frequência, tonifica o abdômen e o períneo, reposiciona os órgãos internos, ajuda o corpo a se recuperar do parto, melhora a postura e reduz as dores nas costas.

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Na sessão de 30 minutos, as alunas começam aprendendo um exercício de respiração, que vai ser aplicado enquanto elas realizam os movimentos de tonificação. “Elas passam da postura deitada para sentada, ajoelhada, quadrúpede e em pé treinando todas as partes corpo”, fala Andressa.

Apesar dos benefícios, a instrutora alerta: o LPF não é recomendado para todos os casos de diástase. O tratamento individualizado e com especialistas, como fisioterapeutas e educadores físicos, é importante, porque tudo depende da saúde da paciente.

Para Leannes Teixeira, de 33 anos, o método teve ótimos resultados. Em 2013, dois anos após dar a luz pela primeira vez, a autônoma foi ao médico com queixa de dores nas costas e recebeu a indicação de começar a malhar. Ao ser avaliada por uma nutricionista e um personal, Leannes descobriu estar com uma diástase.

“Meu personal passou exercícios específicos e treinei sério. Mas, na segunda gravidez, engordei o mesmo da outra gestação e tive diástase de novo. Um ano depois de ter bebê, retomei minha rotina e encontrei alguns vídeos sobre LPF na internet. Fiquei interessada e me matriculei nas aulas”, conta.

Para tratar a diástase, a aluna de Andressa testou cintas e se arrependeu. “A melhora na postura que esperava obter com o acessório só consegui com o LPF”, afirma. A obstetra Alexandra alerta quanto ao uso das cintas. “Ela aperta, provoca dor, não diminui a barriga e não ajuda na diástase. Muito pelo contrário, ela abafa a cicatriz, pode causar edema e queloide”, diz.

Após um ano do low pressure fitness, a autônoma vê resultados no tônus do abdômen e perda de medidas. “Utilizo muito as técnicas de respiração no dia a dia. Quando sinto que estou com a barriga relaxada, inconscientemente corrijo a postura, me ajuda bastante”.

Se os músculos não se recuperarem em até seis meses ou estiverem mais alongados do que cinco centímetros, o caso é classificado como cirúrgico. Segundo o cirurgião Rogério Bittencourt, o procedimento é procurado comumente por motivos estéticos, mas se o vão for muito grande, o conteúdo abdominal pode ficar com aparência de hérnia umbilical e preocupar as pacientes.

A operação só pode ser realizada quando a mãe para de amamentar. “Em casos de diástases maiores, sem intenção estética, fazemos abdominoplastia”, afirma o especialista.

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