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Bem-Estar

Cesarianas podem atrapalhar a evolução humana

Segundo o estudo, os bebês estão crescendo com a cabeça maior e isso dificulta a passagem deles pela pélvis das mulheres

13/12/2016 05:25
iStock
Cesarianas podem atrapalhar a evolução humana

O número de cesáreas está crescendo em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, elas representam 30% dos partos. Já no Brasil a cada 10 nascimentos realizados em maternidades particulares, 8,5 são cesáreas — a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 1,5. Mas uma pesquisa feita na Áustria mostra que esse crescimento pode estar atrapalhando a evolução humana.

Segundo o estudo, os bebês estão crescendo com a cabeça maior e isso dificulta a passagem deles pela pélvis das mulheres. Antigamente, quando a criança era grande demais, mãe e filho morriam no parto. E o gene não era passado a diante. Hoje, graças à cesárea, está nascendo cada vez mais pessoas com cabeças maiores.

A pesquisa criou polêmica no meio médico porque ela foi feita com base em dados matemáticos. “Ainda não há provas que essa evolução esteja de fato em curso”, avaliou ao “Vox” o coordenador da pesquisa Philipp Mitteröcker que é biólogo da Universidade de Viena.

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Mas mesmo assim os cientistas acreditam que quanto mais cesarianas forem feitas no mundo, maior será a necessidade de fazê-las. Para contrapor esses dados, existe uma corrente na medicina que não acredita na teoria que bebês nasçam com cabeça grande demais. Pois, a cabeça da criança foi feita ela se adaptaria ao tamanho do canal vaginal da mãe.