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Beleza

Morte de mulher após progressiva expõe riscos do procedimento

Em São Paulo, jovem faleceu em decorrência de reação alérgica ao produto. Dermatologista orienta como evitar essa situação

20/12/2019 15:45
Getty Images
Morte de mulher após progressiva expõe riscos do procedimento

Na última segunda-feira (16/12/2019), Lidiane Ferreira dos Santos, 31 anos, morreu de parada cardiorrespiratória após desenvolver uma forte reação alérgica a produtos químicos usados em uma escova progressiva, procedimento estético para alisar os cabelos, realizado em um salão de beleza em Ilha Solteira, no interior do estado de São Paulo.

Ao site G1, a irmã da vítima, Adriana Ferreira dos Santos, foi informada pelos médicos que Lidiane teve uma síndrome conhecida como Stevens-Johnson, uma reação alérgica extremamente grave que causa lesão na pele, olhos e mucosas.

Adriana contou, também, que a moça começou a passar mal logo depois de voltar do salão: “Ela disse foi colocada em uma sala, sem máscara, sem toalha, só ligaram um ventilador pequeno.”

A moça ainda declara que o médico achou que a vítima estava com dengue, mas depois fez os exames e constatou a doença.

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REPRODUÇÃO
Lidiane Ferreira morreu de parada cardiorrespiratória após procedimento estético

Apesar de administrarem a medicação, o diagnóstico foi tardio, e Lidiane não resistiu.

“Ela chegou a me falar que a dor era tanta que quando saísse de lá, só queria Justiça. Ela morreu se queimando, foi estourando tudo dentro dela”, recorda Adriana.

Os donos do salão de beleza não quiseram comentar o caso.

Riscos do formol

A dermatologista Simone Neri alerta sobre os riscos de realizar o alisamento químico.

É um processo definitivo que enfraquece a haste do cabelo, leva a danos estruturais e diminui sua resistência à tração 

Simone Neri

A especialista reitera que, entre as complicações, há quebras traumáticas dos pelos, abrasões do couro cabeludo, feridas e queimaduras químicas, especialmente com produtos químicos com pH inaceitavelmente elevado.

Segundo a especialista, os efeitos colaterais e a segurança desse tratamento não foram completamente avaliados, e o melhor a fazer, até o momento, é evitar se submeter a progressivas.