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Ir ao salão de beleza fazer as unhas é um ritual sagrado para muitas pessoas. Não é difícil encontrar homens e mulheres que fazem questão de frequentar a manicure ao menos uma vez por semana.

Mas o cuidado com a estética muitas vezes se sobressai a questões práticas. Clientes se limitam a conferir se o alicate foi esterilizado, no entanto, há outros quesitos para ficar atento na ida ao salão de beleza. Alguns podem até acarretar problemas como, por exemplo, transmissão de doenças sérias.

Na correria do dia a dia, ou até mesmo pelo costume, não damos muita bola para esses riscos que nos cercam. A especialista na área de beleza e saúde das unhas e fundadora da cuticularia Beryllos, Luzia Costa, lista cinco cuidados para se “inspecionar” na hora de ir ao salão e prevenir qualquer problema maior. Confira:

1. Compartilhamento de esmaltes
iStcokÉ muito comum a preocupação com o uso de alicates e a maioria das pessoas leva o seu próprio material até o salão. Mas, o que muitas mulheres não sabem é que compartilhar os esmaltes também pode causar doenças sérias.

“A química deste produto não é capaz de eliminar as bactérias e os fungos que podem existir após ter sido utilizado em unhas com algum tipo de doença como, por exemplo, a micose”, explica Luzia. O ideal é procurar salões com esmaltes de 4ml, que após o uso seja jogado fora ou a cliente leva embora, e outra opção é levar seu próprio esmalte.

2. Reutilizar materiais

“Para ter total segurança, é necessário que materiais como lixas e espátulas de madeira sejam descartados a cada utilização. Porém, muitas profissionais, por questão de economia ou até mesmo por não possuir conhecimento, utilizam os mesmos para evitar desperdícios, o que é um erro muito grave. Exija materiais que não foram utilizados e que serão descartados na sua frente”, ensina Luzia.

3. Uso de alicate
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“Acredite, o maior vilão dos salões de beleza é o alicate. Responsável por transmitir doenças como verrugas e até mesmo a Hepatite C. O ideal é pedir para a profissional usar os materiais que você levar, mesmo correndo o risco de ela não estar acostumada com os utensílios”, aconselha a especialista.

Outra ideia é procurar salões que usem outras práticas para fazer as unhas. Lembre-se também de trocar o seu alicate periodicamente. Mesmo que ele esteja sendo utilizado só por você, pode conter alguma bactéria.

4. Retirar a cutícula

Como citamos acima, mesmo que o alicate seja visto como o grande aliado na hora de deixar as unhas bonitas, ele traz grandes perigos quando combinado com a ação de retirar a cutícula.

“Esta prática acaba com a proteção natural e aumenta as chances de contrair doenças, com os cortes que o alicate pode ocasionar. Além disso, é um procedimento que pessoas com algum problema de saúde, diabetes, por exemplo, não podem realizar. Por isso, aconselho a mudar este hábito que pode machucar, deformar as unhas e até mesmo transmitir doenças”, diz Luzia.

Procure métodos em que não é utilizado alicate, mas uma ponta desbastadora que mantém o aspecto natural da cutícula, através do afinamento e polimento.

5. Esterilização correta
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Itens como alicates ou espátulas de metal precisam de um cuidado especial na hora da higienização, devem ser lavados com produtos específicos para eliminar todo tipo de bactéria e alguns ainda necessitam passar pela autoclave.

“As profissionais precisam ter como meta principal a higienização dos materiais utilizados. Devem limpar, desinfetar e esterilizar. Porém, muitas vezes, na correria, esses três passos não são realizados ou não são feitos de maneira adequada e podem causar alguns transtornos. O melhor é ter seu próprio kit, mas faça a limpeza toda vez que for ao salão para evitar possíveis contaminações”, finaliza a especialista.



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