Atividade física na menopausa pode estabilizar hormônios, diz médica
Treinos de força e estímulos mais exigentes ajudam a reduzir sintomas, preservar músculos e melhorar o metabolismo feminino
atualizado
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A menopausa traz mudanças importantes no corpo, e o tipo de exercício feito nessa fase da vida pode influenciar diretamente como elas são sentidas. Treinos mais intensos, que combinam força e resistência, ajudam a lidar com as oscilações do estrogênio, hormônio que afeta humor, sono, memória e metabolismo.
Nesse cenário, musculação e atividades funcionais ganham destaque por estimular adaptações hormonais que tornam o organismo mais equilibrado.
“A menopausa provoca uma reorganização hormonal muito significativa. O exercício de maior intensidade atua como um regulador fisiológico, ajudando o organismo a responder melhor a essas mudanças”, afirma a médica Fabiana Berta.

Além disso, os exercícios favorecem a produção de testosterona em níveis adequados para as mulheres, impactando diretamente força, disposição e manutenção da massa muscular.
Sem esse estímulo, é comum haver perda de músculos, queda de energia e desaceleração do metabolismo — fatores que também afetam a saúde óssea.
Outro ponto de atenção é o uso de medicamentos para emagrecimento, que podem reduzir gordura, mas não preservam a massa magra. Sem treino de força, há risco de desequilíbrio na composição corporal.
Durante a prática, o corpo ativa mecanismos importantes, como a proteína mTOR, ligada à construção muscular, e aumenta a liberação do Hormônio do crescimento (GH), essencial para regeneração e metabolismo. Mesmo após o treino, o organismo continua ativo, mantendo o gasto energético elevado por meio do EPOC, efeito de queimar calorias mesmo depois do fim da atividade.














