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Apresentadora de TV retira preenchimento e alerta sobre excessos

Especialista fala sobre intervenção estética em Michelle Barros e levanta alerta ao excesso de procedimentos estéticos

atualizado

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@michellebarros/Instagram/Reprodução
Michelle Barros, de 45 anos, usou o Instagram para contar que removeu o preenchimento facial com ácido hialurônico
1 de 1 Michelle Barros, de 45 anos, usou o Instagram para contar que removeu o preenchimento facial com ácido hialurônico - Foto: @michellebarros/Instagram/Reprodução

A ex-apresentadora do SBT Michelle Barros, de 45 anos, usou o Instagram para contar que removeu o preenchimento facial com ácido hialurônico.

A revelação repercutiu entre seguidores e profissionais da área da estética, reacendendo um debate sobre os riscos do uso exagerado de procedimentos injetáveis.

Ao Metrópoles a dentista Sandra Figueiredo, especialista em harmonização orofacial, fez uma análise técnica baseada em evidências científicas.

Flacidez não se resolve com volume

Segundo Sandra, o uso do ácido hialurônico precisa ser bem indicado. “O ácido é excelente para estruturação e refinamento facial. Mas no caso da Michelle, que tem pouca gordura facial, a flacidez provavelmente já existia — e o preenchimento, ao invés de resolver, pode ter agravado o quadro”, explica.

“O excesso de preenchimento em rostos flácidos pode causar o efeito contrário: pesar o rosto e acentuar ainda mais a flacidez”, explica Sandra Figueiredo.

Ela reforça que gordura facial funciona como um elo entre a pele e o músculo, mantendo os tecidos no lugar. Quando ela é escassa, a pele tende a descolar e ceder.

A especialista alerta que o ideal seria iniciar o tratamento com tecnologias não invasivas para estimular a produção de colágeno e melhorar a firmeza da pele. “O planejamento ideal incluiria ultrassom microfocado, radiofrequência microagulhada, laser de alta potência e bioestimuladores, antes de pensar em preenchimento”, afirma.

Esses tratamentos, segundo Sandra, poderiam ter adiado — ou até evitado — a necessidade de uma cirurgia, como a que Michelle precisou recorrer.

Jovem mulher tendo uma injeção de ácido hialurônico nos lábios
O ácido hialurônico, para a especialista, é ótimo no rejuvenescimento facial, com indicação precisa e sem transformar o rosto

Cirurgia: quando é a única saída?

Apesar de ser uma opção válida para casos de flacidez avançada, a cirurgia envolve riscos, cicatrizes e recuperação mais longa. “Aos 45 anos, ainda é possível investir em tecnologias que adiem esse passo. Mas, sem diagnóstico preciso, o processo acaba sendo acelerado de forma desnecessária”, afirma.

A responsabilidade é do profissional

Sandra também faz um alerta importante sobre os resultados dos preenchimentos: “quem transforma o rosto não é o ácido hialurônico, é o profissional que escolhe onde, quanto e por que aplicar.”

Por isso, ela reforça a importância de buscar profissionais com registro nos conselhos de classe e formação específica na área de harmonização orofacial.

A decisão de Michelle Barros levanta uma bandeira: não basta querer melhorar a aparência — é preciso entender os limites do que cada técnica pode (ou não) oferecer. “Com planejamento, é possível envelhecer com equilíbrio, tratando o que realmente precisa ser tratado, da forma certa, no momento certo”, conclui Sandra.

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