Após anos sem arrotar, jovem investe R$ 11 mil em tratamento com botox
Caitlin Jones começou a ter dificuldades para arrotar em 2020. Seis anos depois, conseguiu realizar o processo pela primeira vez
atualizado
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Caitlin Jones, de 20 anos, ficou seis anos sem arrotar. Sempre que tentava, tinha dificuldades e emitia um som “gorgolejo”. Após buscar conselhos na internet e procurar ajuda médica, a jovem descobriu que sofria de uma condição rara chamada disfunção cricofaríngea retrógrada.
Caitlin, de Sheffield, na Inglaterra, percebeu o problema em 2020, quando não conseguia arrotar de jeito nenhum.
“Eu sentia borborigmos na garganta, pressão no peito e na garganta, náuseas depois de comer ou ao acordar, e se eu tivesse bebido bebidas gaseificadas, tinha mais borborigmos e gases”, contou ao portal Metro UK.
Segundo a britânica, sempre que saía com amigos para comer, ficava fazendo roncos na garganta. “Era muito constrangedor – todos os outros podiam sentar e comer, e eu não conseguia. Às vezes eu tinha que sair ou ir ficar sentada no carro.”

Foi aí que ela buscou conselhos na internet. Rapidamente, Caitlin encontrou um vídeo que falava sobre uma condição rara chamada disfunção cricofaríngea retrógrada – e percebeu que tinha todos os sintomas.
Também conhecido como síndrome da incapacidade de arrotar, o quadro acontece quando o músculo cricofaríngeo não relaxa adequadamente, impedindo a liberação dos gases do estômago.
Diagnóstico e tratamento
Dias depois, a jovem decidiu marcar uma consulta com seu médico de família, onde relatou sua incapacidade de arrotar, bem como sua ansiedade. Mas, segundo ela, suas preocupações não foram levadas a sério o suficiente.
“Fiquei muito chateada quando saí do consultório médico e eles não acreditaram em mim – eu sabia que algo estava errado comigo”, relatou ao portal.
Em 2023, Caitlin decidiu pagar por um tratamento particular e, posteriormente, foi diagnosticada com a mesma condição que havia descoberto on-line. Como tratamento, recebeu injeções de 50 unidades de botox em um dos lados do músculo cricofaríngeo.

Todo o procedimento custou 800 libras, cerca de R$ 5,3 mil, porém não foi suficiente. No mês passado, Caitlin decidiu retomar o tratamento, desta vez custando 1 mil libras (R$ 6,7 mil) por 100 unidades de botox.
Após anos de desconforto, seus sintomas foram aliviados. Embora reconheça que isso não é uma solução permanente para sua condição, a jovem conseguiu arrotar pela primeira vez em anos.
