Conheça três formas de usar o estudo adaptativo em concursos

Personalizar o método de estudo garante mais aprendizado e memorização. Basta ter preparação prévia e explorar o autoconhecimento

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atualizado 18/11/2019 14:52

Os recursos de inteligência artificial, experiência do usuário (em inglês, UX) e de gerenciamento de grandes volumes de dados (big data) têm sido aplicados amplamente em todos os setores da economia e em toda parte, por meio da internet. Inevitavelmente, a educação também é alvo desses princípios que direcionam um caminho personalizado para a aprendizagem.

A principal premissa é a de que cada pessoa aprende de maneira única e, por isso, deve se relacionar com os conteúdos adaptando para si mesma, a fim de ter maior desempenho e memorização. Essa é a justificativa para que diversos sites que oferecem cursos, questões e outros materiais de concurso estejam investindo em tecnologia para ajudar os usuários.

Mesmo sem usar qualquer plataforma tecnológica, os concurseiros podem se beneficiar das vantagens do estudo adaptativo a partir de mecanismos de personalização das fontes de conteúdo tradicionais: livros, videoaulas, banco de provas anteriores e apostilas. A viabilidade demanda algumas uma preparação prévia e a exploração do autoconhecimento.

A coluna Vaga Garantida preparou um passo a passo para formas de tirar proveito do estudo adaptativo.

Passo 1: teste de canal de aprendizagem

Três são as formas principais de adquirir conhecimento: auditivo, visual e cinestésico. Todos se valem das três fontes. Entretanto, há uma preferência individual que precisa ser descoberta. Pouco adiantará ouvir um audiobook se o canal de aprendizagem prioritário for visual, por exemplo.

Tradicionalmente, o sistema de ensino valoriza o visual e condiciona os estudantes a se adequar a ele ao longo da vida. Mesmo assim, quando o desafio é aprender sozinho, se torna essencial descobrir qual o peso de canal para, então, escolher adequadamente que materiais usar.

O teste de canal de aprendizagem pode ser encontrado na internet e, a partir de resultado, vale a pesquisa sobre as técnicas mais adequadas. Saber disso alivia o desgaste do estudo e aumenta significativamente a retenção do conteúdo.

Passo 2: anotações personalizadas

Uma dúvida recorrente dos concurseiros é voltada para a “melhor” maneira de fazer anotações. Por regra, registrar as informações — de preferência, à mão — reforça a fixação do que está sendo visto, porém, o formato pode variar individualmente. Resumos, fichamentos, esquemas, flash cards (fichas com dados dos dois lados) e mapas mentais são os mais comuns.

A depender do canal de aprendizagem preferencial, o método pode variar. E não é necessário o mesmo formato para todas as disciplinas em razão da apresentação de cada conteúdo, ainda que seja de uma mesma disciplina. Prazos e outros dados numéricos ou conceitos fechados, por exemplo, podem funcionar muito bem em flash cards. Assim como descrição de processos se adequa bem em fluxogramas.

O mais importante é atender aos objetivos principais das anotações: fixar o conteúdo, ser a interpretação pessoal de cada informação e se tornar utilizada para consulta nas revisões.

Passo 3: monitoramento dos resultados

Acompanhar o desempenho do aprendizado é um desafio grande a quem se prepara para as provas. Ao longo da vida estudantil, pouco ou nada foi ensinado sobre autoavaliação. Essa etapa sempre foi terceirizada e temida. Entretanto, é muito ineficiente aguardar uma prova de concurso para descobrir se está ou não preparado para ela.

Os simulados são usados para esse propósito. Uma lista de questões dos assuntos, devidamente personalizada ao tipo de prova, nível de escolaridade, cargo e banca para evidenciar o nível de retenção e, por consequência, de competitividade do candidato. Eles só devem ser aplicados após dias que um determinado assunto foi estudado. Do contrário, não terão a mesma eficiência para avaliar o desempenho.

Depois da apuração, há mais uma etapa: a análise de erros e acertos e a identificação do que precisa ser reforçado por meio da revisão. É um ciclo que precisa ser respeitado para a construção de uma base sólida no dia da prova.

A própria aplicação desses passos é um processo de aprendizagem e, por isso, demanda atenção, tempo e persistência. Depois de feitos os ajustes e as adaptações necessários, está personalizado um método individual de preparação que poderá ser replicado por muito tempo.

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