Concursos públicos: práticas que aumentam a memorização do conteúdo

Atitudes e hábitos que reforçam como guardar das disciplinas para a hora da prova

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atualizado 28/04/2019 13:41

Horas de dedicação e estudo para chegar o momento da prova e não se lembrar das respostas. Esse é o um dos maiores pesadelos de qualquer concurseiro. O cérebro é a principal parte do corpo a ser exercitada quando se trata de concursos públicos. Ele precisa de estímulos criativos, hidratação e, principalmente, de descanso para reter os aprendizados.

Estudar por longas horas sem pausas, ter sono sem qualidade, beber pouca água e nutrir pensamentos de crenças limitantes é o caminho certeiro para que a mente não funcione como deve no dia da prova.

Segundo os estudos científicos, naturalmente, a mente é programada para se automatizar e privilegiar o caminho de menor esforço. Por essa razão, adotar determinadas práticas e hábitos se tornou uma maneira de tirar proveito dessa habilidade nata.

1 – Construir hábitos
O maior esforço de energia e dedicação ocorre durante o tempo em que as conexões neurais estão sendo estabelecidas, isso quer dizer que, uma vez aprendido – de fato – o caminho para execução de uma tarefa, repetir demanda bem menos esforço. Esse é o princípio da construção de um hábito.

A partir da definição da ação, ela precisa ser repetida da mesma maneira, sem interrupções, por um tempo que varia entre 21 e 66 dias, a depender da complexidade da atividade para quem a pratica. Definir atitudes que tenham vínculo com horário que se faz se encaixa bem nesse caso e poupa vigor do cérebro para deixá-lo livre para aprender. Horários das refeições, estudo e sono pré-determinados são indicados.

O consumo de água é essencial para o bom funcionamento cerebral, bem como o consumo de algumas vitaminas e minérios, como ômega 3, vitamina B9, C e E, zinco, selênio, ferro e fósforo.

2 – Evitar o tédio cerebral
A geniosa máquina humana é, na verdade, bastante preguiçosa e sagaz. Facilmente se entedia com ações repetitivas e maçantes, ou seja, uma série de ações bem comuns dos concurseiros. A consequência é conhecida: é como se a mente se desligasse, ficasse em modo automático ou, ainda, fosse tomada pela dispersão e pelo sono.

Para manter o cérebro desperto é importante definir momentos de estudo que não ultrapassem duas horas. Para iniciantes, o método conhecido como Pomodoro é bastante indicado. A proposta consiste em estudar períodos de 25 minutos intercalados por intervalos de cinco minutos. A cada ciclo de dois pomodoros, a pausa é maior, de 10 a 15 minutos.

Outra prática que pode ser usada potencializando os momentos de estudo é a sequência de disciplinas escolhidas. Identificar a complexidade e o esforço necessário de cada uma e escalonar entre matérias mais fáceis e difíceis com assuntos bastante diferentes, minimiza o esgotamento cerebral e prolonga a disposição para o estudo. Consequentemente, capacita a mente a criar conexões diferentes.

3 – Aprendizado criativo e lúdico
O quão mais interessante for o estudo, mais deixará a mente atenta e aberta a guardar o que aprende. A máxima vale para crianças e para adultos. Quando se estabelece uma conexão positiva com o conhecimento, a memória abre portas e janelas para receber as informações e armazená-las.

Por essa razão que imaginar um limão sendo cortado e seu sugo escorrendo já provoca reação como aumento de salivação e da memória do sabor da fruta na boca. Partindo desse princípio, criar cenas ou fotografias mentais para vincular com os temas auxilia quando é preciso se lembrar dela.

Usar a diversidade dos formatos de anotações também é uma prática indicada. Grandes massas de texto, típicas dos resumos, não cria imagens agradáveis para memória. Usar cores, esquemas, destaques ou, ainda, mapa mentais, tendem a serem mais eficientes no momento de resgate das informações para responder a uma questão. Cartões em que há uma pergunta ou palavra-chave de um lado e o conceito de outro, os flashes cards, tornam o estudo mais divertido.

4 – Estudo ativo e consistente
A Pirâmide de Dale, conhecida como pirâmide do aprendizado, valida o que os concurseiros vão aprendendo na prática: quanto mais ativo for o estudo, mais efetivo é o aprendizado e a memorização. Apenas assistir a aulas por vídeo ou presenciais sem anotações só é efeito para quem tenha habilidades auditivas consistentes. Em razão do grande volume de itens do conteúdo programático, anotações se tornam inevitáveis.

Ainda assim, na escala, as aulas tem mais eficiência que apenas ler ou apenas ouvir. Na base da pirâmide estão discutir, anotar, demonstrar com 80% da retenção e, a prática se coloca como a mais indicada das atividades. A dificuldade do concurseiro em agir conforme dos dois níveis mais largos está no costume de estudar sozinho e de não se ater às conexões entre a teoria e casos concretos do cotidiano.

Ao contrário das crianças que não tem bagagem, os adultos se beneficiam de suas vivências para otimizar os estudos para concursos. A prática não se limita a resolução de uma grande quantidade de questões, mas, de reflexões de associações dos conhecimentos que já estão na memória.

O fantasma da falta de memória assombra até os candidatos mais preparados, porém, com o exercício de práticas – que podem incluir até jogos eletrônicos e digitais em momentos de lazer – é a forma de criar uma base para o aparato mais importante para determinar quem será ou não servidor público.

SOBRE O AUTOR
Letícia Nobre

Jornalista especializada em concursos há mais de 10 anos. Desde 2012, ajuda candidatos de todo o país a lidar não só com suas emoções, mas também com o processo de organização, produtividade e aprendizagem usando técnicas de coaching.

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