“Sem coração” do PCC é preso suspeito da execução de chefe da polícia
Segundo a polícia, o suspeito foi preso durante uma operação contra o tráfico de drogas em Santos. “Sem coração” era procurado desde 2022
atualizado
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A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (1°/4), Luiz Gustavo Souza dos Santos, de 23 anos, acusado de envolvimento na execução do chefe do setor de identificação da polícia Marcelo Gonçalves Cassola (imagem destacada), em 2022. O jovem foi preso durante uma operação realizada em Santos, no litoral sul de São Paulo.
Segundo a investigação, Luiz Gustavo, conhecido como “Sem coração”, é membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teve participação ativa no homicídio de Cassola, estando, inclusive, foragido da Justiça desde a data do ocorrido.
O procurado foi preso nessa terça-feira (31/3), em Santos, durante uma operação policial contra o tráfico de drogas na região. Ele era um dos alvos, foi localizado e encaminhado ao 1° Distrito Policial da cidade, onde policiais civis identificaram que o homem também era procurado pela execução de Cassola.
Relembre o caso
- Marcelo Gonçalves Cassola comandava os papiloscopistas de Santos.
- Ele foi achado morto por policiais militares em 22 de agosto, por volta das 21h30.
- Os PMs faziam ronda na Avenida Francisco Ferreira Canto, no bairro da Caneleira, quando encontraram o cadáver com marcas de ao menos 30 tiros e uma corda entre as mãos e as pernas.
- O agente era diretor do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e chefe do Setor de Identificação do Palácio da Polícia. Este setor é responsável, entre outras coisas, pelo Registro da Carteira de Identidade e por emitir atestado de antecedentes criminais.
- Cinco pessoas foram presas, entre elas, Anderson de Souza Fabrício, o “Dom”, apontado como um dos líderes do PCC envolvidos na execução, mas a Justiça mandou soltá-las.
- De acordo com a Delegacia Seccional de Santos, o suspeito atuava como Sintonia Final do PCC na região — um dos responsáveis pelo gerenciamento das atividades da organização criminosa.
- Em maio de 2025, as autoridades também prenderam Carlos Antônio Barrios, apontado como mandante da execução.
- Anderson, Carlos e outros três suspeitos que não tiveram os nomes divulgados foram soltos após decisão da Justiça.
