Veja como se proteger da Covid durante as festas de fim de ano

Vacinação completa, preferência por espaços ventilados e higienização com álcool 70% são indispensáveis para as festividades

atualizado 22/12/2021 10:58

Novo Coronavirus - uso de máscaras no DF Rafaela Felicciano/Metrópoles

Depois de quase dois anos em meio à pandemia da Covid-19, muitos vão encontrar neste fim de ano familiares e amigos para matar a saudade. Apesar do cenário epidemiológico brasileiro estar mais controlado, ainda é preciso tomar alguns cuidados com o coronavírus.

Mais de 76% da população com 12 anos ou mais no país está totalmente imunizada contra a Covid. Os dados, porém, passam por um “apagão” desde o ataque hacker que tirou do ar vários sistemas do Ministério da Saúde. Alguns estados não conseguem atualizar as informações sobre a pandemia, como número de casos, óbitos e vacinados.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborou uma cartilha com recomendações para quem quer se reunir neste fim de ano com mais segurança. A principal orientação é a vacinação completa. “Estar vacinado é o melhor presente”, destaca o material.

Quem ainda não se vacinou ou não completou o esquema vacinal pode ir ao posto de saúde para receber os imunizantes o quanto antes. Dessa forma, todos os familiares ou amigos estarão mais resguardados.

A imunização com duas doses (ou dose única, no caso da Janssen), é capaz de garantir mais proteção contra formas graves da doença. A aplicação da dose de reforço também é indispensável para quem já puder recebê-la. No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é tomar a dose extra cinco meses depois da segunda dose.

“É importante sim realizar esses encontros de final de ano, realizar essas festividades, o discurso da gente não é no sentido ‘Não façam, não celebrem”, explica a pesquisadora do Observatório Covid-19, Margareth Portela. “Mas tomem os cuidados que são necessários para, de alguma forma, pra mitigar quaisquer riscos de transmissão.”

“Tudo que a gente não quer é que as festas de família, as festas entre amigos, gerem casos de Covid-19 e gerem tristeza posteriormente”, lembra.

Veja as principais dicas dos especialistas da Fiocruz para os encontros no fim de ano:

Ventilação de espaços

O vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, é caracterizado pela transmissão aerossol. Ou seja, permanece suspenso no ar em pequenas gotículas respiratórias. Por isso, o uso de máscaras com boa vedação e a preferência por espaços ventilados é importante.

“É importante dimensionar, se eu tenho um espaço muito pequeno não dá pra eu botar 10, 15 pessoas”, explica Margareth. A Fiocruz recomenda a escolha de locais compatíveis com a quantidade de pessoas convidadas, para não gerar aglomeração. Espaços ventilados são mais seguros. Se não for possível, o melhor é abrir as janelas e usar ventiladores, em vez de ar condicionado.

Pessoas com saúde mais fragilizada ou que ainda não se vacinaram, como idosos, imunossuprimidos ou crianças, devem ficar em espaços onde a circulação de ar é maior. Separar os grupos em diferentes mesas também é uma alternativa.

“Pode ser, por exemplo, às vezes numa família maior, os pequenos grupos familiares irem em cada hora, terem os seus momentos diferentes de se servirem. São arranjos que podem ser feitos, no sentido de minimizar esse risco de alguma forma de contágio”, diz a pesquisadora.

Higienização

É importante oferecer álcool em gel para os presentes logo na entrada, e também em outros ambientes. Ao invés de toalhas de pano, normalmente utilizadas por muitas pessoas em locais como mãos e rosto, a sugestão é o uso de toalhas descartáveis, de papel.

A pesquisadora do Observatório Covid-19 fala que, hoje, já se sabe que a transmissão não ocorre tanto por superfícies. “No início da pandemia, de fato houve um certo pânico em relação a ideia de que, pelas superfícies, poderia se transmitir”, relembra.

“Hoje já está mais ou menos mostrado que não é tanto por aí que se dá a transmissão do vírus. Agora a questão realmente é de você ter ambientes arejados”, conclui.

Sobre o uso de máscaras, a Fiocruz recomenda modelos bem vedados ao rosto, como PFF2. Levar máscaras extras e guardar a que está utilizando em saco plástico enquanto come também é fundamental.

Em caso de viagens

A indicação para viajantes é completar o esquema vacinal e levar consigo o comprovante de imunização. Além disso, especialistas da Fiocruz também recomendam a realização de teste 2 ou 3 dias antes do percurso.

Durante a viagem, é importante reforçar a higienização, lavando bem as mãos com água e sabão, quando possível, e com álcool 70%. Para se proteger bem durante todo o deslocamento, máscaras com boa vedação como PFF2 também são indicadas.

Quando estiver em ambientes com alta circulação de pessoas, não retire a máscara. Se possível, abra as janelas. Para se alimentar ou hidratar, momento em que a máscara é removida, procure ficar a uma distância mínima de um metro e meio de outras pessoas.

Cancele os planos, caso:

Os especialistas da instituição recomendam não encontrar outras pessoas caso algum sintoma da Covid-19 seja detectado. A permanência em casa para não vacinados também é recomendada.

Caso tenha diagnóstico confirmado da doença, ou contato próximo com pessoa infectada nos últimos 14 dias, o aconselhado é cancelar os encontros.

A decisão individual não precisa, porém, cancelar o evento, e sim restringir a presença em prol da saúde de todos: “É melhor, de repente, que você não tenha um familiar naquele encontro do que eventualmente não ter a reunião”, supõe Margareth.

Veja, baixe e compartilhe a cartilha completa:

Cartilha Fim de Ano Fiocruz by Mariah Aquino on Scribd

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