Veja como a tecnologia de impressão 3D está colaborando com a medicina

As últimas novidades são réplicas perfeitas de órgãos para o treinamento de cirurgiões e pílulas espiãs que auxiliam nos diagnósticos

atualizado 02/04/2019 15:01

Zinkevych, Istock

Ainda é preciso avançar muito para que a medicina possa usar órgãos artificiais fabricados em tecnologia 3D para substituir partes que estão dando problemas no nosso corpo, mas, em alguns casos, já há exemplos promissores.

Recentemente, no evento South by Southwest (SXSW), congresso de cultura digital que ocorre anualmente em Austin, Texas (EUA), pesquisadores apresentaram um rim impresso em 3D. O modelo de órgão foi usado pela equipe de médicos liderada pelo cirurgião Tim Brown para que eles se preparassem para uma cirurgia no Belfast City Hospital, no Reino Unido.

Os especialistas precisavam realizar o procedimento em uma jovem de 22 anos que sofria com insuficiência renal grave. Seu pai queria doar um de seus rins, mas o órgão tinha um tumor benigno em um ponto particularmente difícil de ser retirado. A partir de tomografias, uma equipe de engenheiros produziu uma cópia exata em 3D do rim do pai, para que os cirurgiões pudessem treinar a cirurgia que fariam.

Pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) elaboraram uma pílula impressa em 3D que resiste ao ambiente extremamente ácido do estômago. Com sensores para enviar informações via Bluetooth, ela é feita em camadas alternadas rígidas e flexíveis para se manter no espaço gástrico por um mês sem que se dissolva completamente. Sua finalidade é “espionar” o paciente por dentro, para enviar informações “privilegiadas” aos médicos.

Já a startup Prellis Biologics, de São Francisco, está trabalhando na elaboração de vasos capilares, que constituem a parte mais delicada da rede de distribuição do corpo humano.  Reproduzir essa microvascularização é o primeiro passo para que órgãos artificiais possam ser desenvolvidos. A empresa acredita que até 2025 será capaz de reproduzir vasos capilares utilizando biomateriais.

(Com informações do TechCrunch)

Mais lidas
Últimas notícias