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Saúde

Vai viajar? Veja dicas para não pegar Covid e outras doenças

O grande volume de pessoas viajando pode aumentar a transmissão de doenças virais como a Covid entre adultos e crianças

23/12/2022 02:00, atualizado 23/12/2022 12:22
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Vai viajar? Veja dicas para não pegar Covid e outras doenças

As férias de dezembro e janeiro são as mais aguardadas do ano por aqueles que buscam por dias de descanso na praia ou aproveitam para visitar os familiares. O grande fluxo de pessoas nos aeroportos e terminais rodoviários desperta a preocupação dos profissionais de saúde.

O cenário pode contribuir para o aumento da circulação do coronavírus, causador da Covid-19, e de outros agentes causadores de doenças infecciosas. Médicos ouvidos pelo Metrópoles dão dicas para que os passeios sejam feitos com maior segurança.

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“Os viajantes acabam atuando na introdução de novos agravos (vírus) em uma localidade. Isso é inegável para doenças de transmissão respiratória. A pandemia mostrou que foi dessa forma que a Covid-19 se disseminou”, afirma a médica infectologista Tânia Chaves, presidente da Sociedad LatinoAmericana del Viajero e professora da Universidade do Pará.

A Infraero estima que 2,5 milhões de passageiros devem passar pelos 19 aeroportos da rede entre os dias 16 de dezembro de 2022 e 2 de janeiro de 2023. O número é 45% maior em relação ao movimento do mesmo período do ano passado, quando 1,7 milhão de pessoas embarcaram e desembarcaram nos terminais aéreos do país.

Covid-19

O mais recente Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado na quinta-feira (22/12), mostra o aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados de todas as regiões do país. O crescimento foi observado em todas as faixas etárias, com destaque entre a população adulta.

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Nas últimas quatro semanas, a Covid-19 dominou os casos de SRAG, com prevalência de 80,2%. Influenza A, Influenza B e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) correspondem a 1,7%, 0,1% e 8,3% dos casos, respectivamente.

“Estamos vendo um aumento de casos. O esperado é que a curva suba e caia em seguida, assim como já ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro, e como foi visto em julho. No meio do ano a onda subiu por quatro semanas e desceu por outras quatro semanas. Ela deve se arrastar até janeiro ou se prolongar um pouco mais por causa dos eventos do fim do ano”, avalia o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Leonardo Bastos.

É seguro viajar?

O infectologista José David Urbaez, do Exame Medicina Diagnóstica, explica que o conceito de segurança mudou ao longo da pandemia, especialmente após o início da vacinação.

Embora não estejam livres da infecção, pessoas com o esquema básico de vacinação em dia – duas doses e mais um reforço para a população geral, e duas doses e três reforços para o público vulnerável – têm maior proteção contra hospitalizações e mortes.

“Demoramos para avançar na vacinação, mas hoje temos um percentual elevado de pessoas que já receberam pelo menos as três doses da vacina ou que tiveram Covid-19”, afirma Urbaez.
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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
Em outras palavras, o principal objetivo da vacina não é barrar a infecção, mas impedir que o coronavírus cause complicações graves, principalmente se tratando de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos
Vacinas como a da gripe, por exemplo, funcionam da mesma maneira há décadas. A proteção fornecida pelo imunizante atua contra formas mais severas da influenza e ajuda a diminuir a quantidade de casos que poderiam colapsar sistemas de saúde
Segundo especialistas, a necessidade de reforçar as doses da vacina existe porque a imunidade contra o vírus não dura para sempre. Além do fato de o coronavírus apresentar grande potencial de mutação, muitas vacinas, como a da Covid, precisam ser reaplicadas de tempo em tempo para garantir a proteção necessária
A variante Ômicron é mais transmissível e consegue “desviar” da imunidade cedida pela vacina. Sendo assim, mesmo que estejamos com todas as doses em dia, a chance de contrair o vírus estando exposto a aglomerações, sem seguir as devidas normas sanitárias, existe
Mesmo em países com alta taxa de imunização, o número de vacinados infectados pela Covid está crescendo. Apesar de o que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam
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Mesmo em países com alta taxa de imunização, o número de vacinados infectados pela Covid está crescendo. Apesar de o que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam

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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção

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Em outras palavras, o principal objetivo da vacina não é barrar a infecção, mas impedir que o coronavírus cause complicações graves, principalmente se tratando de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos
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Em outras palavras, o principal objetivo da vacina não é barrar a infecção, mas impedir que o coronavírus cause complicações graves, principalmente se tratando de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos

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Vacinas como a da gripe, por exemplo, funcionam da mesma maneira há décadas. A proteção fornecida pelo imunizante atua contra formas mais severas da influenza e ajuda a diminuir a quantidade de casos que poderiam colapsar sistemas de saúde
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Vacinas como a da gripe, por exemplo, funcionam da mesma maneira há décadas. A proteção fornecida pelo imunizante atua contra formas mais severas da influenza e ajuda a diminuir a quantidade de casos que poderiam colapsar sistemas de saúde

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Segundo especialistas, a necessidade de reforçar as doses da vacina existe porque a imunidade contra o vírus não dura para sempre. Além do fato de o coronavírus apresentar grande potencial de mutação, muitas vacinas, como a da Covid, precisam ser reaplicadas de tempo em tempo para garantir a proteção necessária
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Segundo especialistas, a necessidade de reforçar as doses da vacina existe porque a imunidade contra o vírus não dura para sempre. Além do fato de o coronavírus apresentar grande potencial de mutação, muitas vacinas, como a da Covid, precisam ser reaplicadas de tempo em tempo para garantir a proteção necessária

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A variante Ômicron é mais transmissível e consegue “desviar” da imunidade cedida pela vacina. Sendo assim, mesmo que estejamos com todas as doses em dia, a chance de contrair o vírus estando exposto a aglomerações, sem seguir as devidas normas sanitárias, existe
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A variante Ômicron é mais transmissível e consegue “desviar” da imunidade cedida pela vacina. Sendo assim, mesmo que estejamos com todas as doses em dia, a chance de contrair o vírus estando exposto a aglomerações, sem seguir as devidas normas sanitárias, existe

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O atual aumento nos diagnósticos positivos podem ser explicados por aglomerações causadas nas festas de fim de ano, aniversários, feriados prolongados, etc.
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O atual aumento nos diagnósticos positivos podem ser explicados por aglomerações causadas nas festas de fim de ano, aniversários, feriados prolongados, etc.

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No entanto, é clara a desaceleração das mortes em todo o mundo, o que reforça a importância da vacinação, principalmente em um cenário de circulação da Ômicron
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No entanto, é clara a desaceleração das mortes em todo o mundo, o que reforça a importância da vacinação, principalmente em um cenário de circulação da Ômicron

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Proteção

Os cuidados para evitar a infecção pelo coronavírus durante as viagens de férias são semelhantes aos adotados até agora. Eles incluem:

  • Uso de máscara: ela deve ser usada em locais fechados, nos aeroportos, aviões, ônibus, terminais rodoviários e hidroviários, por exemplo;
  • Uso de álcool em gel 70% para higienizar as mãos;
  • Vacinação contra a Covid-19 em dia;
  • Avaliar o risco individual: crianças, idosos, imunossuprimidos, pessoas com obesidade grave e indivíduos com o ciclo vacinal incompleto devem ter mais cuidado;
  • Evitar locais aglomerados ou com pouca ventilação.

Urbaez destaca o aumento do risco de infecção em eventos e, além disso, destinos badalados como praias famosas acabam ficando cheias no verão e se tornam pontos de risco.

Outras doenças

A infectologista Tânia Chaves lembra que a Covid-19 não é a única doença em circulação e é preciso se prevenir contra outras ameaças. Atualizar a carteirinha de vacinação, conhecer a situação epidemiológica do destino e as medidas sanitárias em voga no local também devem fazer parte dos preparativos da viagem.

“A consulta clínica pré-viagem é uma excelente oportunidade para atualizar a carteirinha de vacinação”, recomenda Tânia.

A carteira de vacinação completa garante proteção contra febre amarela, meningite, poliomielite, tétano e difteria, entre outros. A imunização contra hepatite B e Influenza também devem estar em dia.

Alimentação

Mudanças de hábitos alimentares são comuns durante as férias fora de casa. Embora seja um período de descanso, as pessoas devem ficar atentas à procedência da água e de alimentos crus, essencialmente. A presença de vírus e bactérias pode causar infecções importantes, resultando em intoxicação alimentar.

“Evite consumir gelo em bebidas e, quando possível, dê preferência à água gaseificada, que dificilmente é adulterada. Quando contaminada, a água pode causar diarreia crônica.”

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