Vacinas da Covid-19 evitam 80% das internações de idosos, diz estudo

Pesquisa divulgada pela agência de saúde pública inglesa analisou efeitos da 1ª dose dos imunizantes Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca

atualizado 02/03/2021 12:25

Idosa acamada recebe vacina contra a covid-19 em GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles

Um comunicado divulgado pela Agência de Saúde Pública da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (1/3) afirmou que as vacinas contra o coronavírus desenvolvidas pela Pfizer e pela AstraZeneca podem prevenir 80% das hospitalizações por Covid-19 em pacientes com mais de 80 anos de idade após uma única dose. A informação foi dada a partir de um estudo prévio, ainda não publicado em revistas científicas e, portanto, não revisado por outros pesquisadores.

A agência informou, ainda, que o estudo mostrou que, no “mundo real” (ou seja, fora de ensaios clínicos controlados), a vacina Pfizer/BioNTech oferece entre 57% e 61% de proteção contra a Covid-19 sintomática em pacientes com mais de 70 anos após a primeira dose. O imunizante Oxford/AstraZeneca apresentou entre 60% e 73% quatro semanas após a primeira dose para a mesma faixa etária.

De acordo com a agência britânica, a vacina da Pfizer também seria capaz de reduzir em 83% o número de mortes causadas pela Covid-19 entre pacientes com mais de 80 anos de idade. Por enquanto, não há dados equivalentes referentes ao imunizante Oxford/AstraZeneca.

A Agência de Saúde Pública da Inglaterra submeteu as informações a outros cientistas após oferecer as conclusões iniciais do estudo sobre o impacto da vacinação no “mundo real” há uma semana. Outra pesquisa com profissionais de saúde demonstrou que a primeira dose da vacina reduz em 70% a quantidade de casos assintomáticos da Covid-19.

Em entrevista coletiva, o ministro britânico da Saúde Matt Hancock afirmou que os dados são animadores. “Esses resultados podem ajudar a explicar o motivo do número de internações por Covid em unidades de tratamento intensivo para pessoas com mais de 80 anos no Reino Unido caiu para números de um só dígito nas últimas duas semanas”, comemorou.

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