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Saúde

Vacina contra câncer de pâncreas gera resposta imune em 99% dos pacientes

Ensaio clínico de fase 2 testou imunizante em 144 pessoas, mas ainda não demonstrou que a estratégia reduz o risco de retorno da doença

30/10/2026 12:42
SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
Ilustração do pâncreas. Metrópoles

Uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas provocou uma resposta do sistema imunológico em 98,9% dos pacientes que receberam o imunizante e puderam ser avaliados. O resultado foi observado em um ensaio clínico de fase 2 com pessoas que já haviam passado por cirurgia e quimioterapia.

Apesar da resposta imune, a pesquisa ainda não demonstrou que a vacina reduz o risco de retorno do câncer ou prolonga a sobrevida.

Os resultados foram publicados em 23 de outubro na revista científica Nature Medicine. O estudo avaliou a camupepimut, uma vacina desenvolvida para ensinar as células de defesa a reconhecer sete mutações comuns no gene KRAS, presente em cerca de 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais frequente da doença.

O câncer de pâncreas tem uma taxa elevada de recorrência, mesmo após o tratamento. A vacina foi desenvolvida para estimular o organismo a identificar células que apresentam alterações no gene KRAS, que podem favorecer a sobrevivência e o crescimento do tumor.

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Como a vacina foi testada?

O ensaio clínico incluiu 144 pacientes com câncer de pâncreas associado a mutações no gene KRAS. Todos haviam sido submetidos à cirurgia e à quimioterapia e não apresentavam sinais visíveis da doença nos exames de imagem no início da pesquisa.

Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 96 receberam a vacina e 48 fizeram parte do grupo de controle.

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Entre os pacientes vacinados, 90 puderam ser avaliados quanto à resposta imunológica. Desse total, 98,9% apresentaram aumento da atividade das células T contra as mutações do KRAS. Essas células fazem parte do sistema de defesa do organismo e ajudam a reconhecer e combater ameaças, incluindo células cancerígenas.

Em mais de 80% dos participantes avaliados, a resposta das células T foi pelo menos nove vezes maior do que antes da vacinação.

Para Ben George, oncologista da Clínica Mayo e primeiro autor do estudo, o resultado mostra que a vacina conseguiu ensinar o sistema imunológico a reconhecer as alterações genéticas presentes nas células tumorais.

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

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Vacina ainda não comprovou benefício contra o câncer

Apesar de estimular o sistema imunológico, a vacina não apresentou diferença significativa no tempo que os pacientes permaneceram sem sinais de retorno do câncer em comparação com o grupo que não recebeu o imunizante.

Esse período é chamado de sobrevida livre de doença. Na prática, significa o tempo em que a pessoa permanece sem sinais de que o câncer voltou após o tratamento.

Uma análise inicial dos dados mostrou que os pacientes que tiveram uma resposta imunológica mais forte pareciam passar mais tempo sem a doença. No entanto, essa observação ainda não permite afirmar que a vacina tenha sido responsável pelo resultado.

Isso porque estimular as células de defesa não significa, necessariamente, impedir que o câncer volte. Os pesquisadores ainda precisam investigar se a resposta provocada pela vacina pode se traduzir em benefícios concretos, como reduzir as chances de recorrência ou prolongar a vida dos pacientes.

Próximas etapas da pesquisa

Os pesquisadores planejam realizar um ensaio clínico de fase 3 para investigar melhor a eficácia da vacina. A próxima etapa poderá incluir doses adicionais de reforço e avaliar a combinação do imunizante com outros tratamentos contra o câncer.

A camupepimut também faz parte de uma linha de pesquisas que busca usar o próprio sistema imunológico para reconhecer alterações específicas das células cancerígenas. Outra estratégia em desenvolvimento são as vacinas personalizadas de RNA mensageiro, criadas a partir das características genéticas do tumor de cada paciente.

No caso do câncer de pâncreas, uma dessas vacinas também está sendo testada em ensaios clínicos. Os resultados ainda são preliminares e não permitem afirmar que ela seja eficaz contra a doença.