Testosterona baixa? Saiba quais os impactos para o organismo

Além dos impactos sexuais, níveis baixos de testosterona podem provocar quadros de cansaço, mudanças no humor e dificuldade para concentrar

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Unsplash
Imagem colorida mostra homem branco dormindo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra homem branco dormindo - Metrópoles - Foto: Unsplash

Muitos homens relacionam a testosterona  apenas como o hormônio do sexo, mas ela tem um papel muito mais amplo no organismo, influenciando os músculos, ossos, capacidade metabólica, função reprodutiva e o sistema cerebral e cardiovascular masculino. 

Quando, por algum motivo, o hormônio não está presente no organismo nos níveis adequados, o indivíduo não sofre apenas com sintomas relacionados à saúde sexual, queda de libido e disfunção erétil, mas também enfrenta quadros de cansaço, mudanças no humor, complicações para se concentrar e até diminuição da densidade óssea.

“Estudos publicados recentemente mostram uma tendência global de queda nos níveis de testosterona ao longo das últimas décadas – independentemente do envelhecimento natural – e isso está diretamente ligado ao estilo de vida moderno”, afirma o endocrinologista e metabologista Felipe Henning Gaia Duarte, da Sociedade brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo (SBEM-SP).

Principais sinais de testosterona baixa

  • Cansaço e fadiga persistente.
  • Queda da libido e disfunção erétil.
  • Alterações de humor.
  • Dificuldade de concentração e memória.
  • Redução da densidade óssea.
  • Anemia leve.
  • Em casos avançados, diminuição de pelos e do volume testicular.

Saiba o que pode baixar os níveis de testosterona

Privação de sono

Como a testosterona é produzida principalmente durante o sono profundo, dormir mal é considerado um dos principais fatores para diminuir os níveis do hormônio. “Pesquisas mostram que apenas uma noite de privação de sono já provoca aumento significativo de cortisol e queda significativa de testosterona em homens ativos”, diz o endocrinologista.

Excesso de peso e sedentarismo

Se exercitar ajuda a produzir testosterona naturalmente. Como consequência, ser sedentário diminui esse estímulo. Já a obesidade confere aos homens um tecido gorduroso maior. Nele, há uma enzima chamada aromatase, responsável por converter a hormônio em estrogênio, o “desperdiçando” na conversão.

Consumo elevado de álcool

Para quem gosta de se esbaldar no álcool, também é importante tomar cuidado. A ingestão de líquidos alcoólicos no organismo agem diretamente nas células de Leydig- responsáveis pela produção de testosterona nos testículos. “O cigarro e o uso de outras substâncias causam estresse oxidativo e afetam diretamente a qualidade da função testicular”, aponta o Duarte.

Estresse crônico

Já se sabe que estresse constante não faz bem ao organismo como todo, e com os níveis de testosterona não é diferente. Estar sob pressão continuamente faz o organismo liberar cortisol (hormônio do estresse) em excesso, e isso faz com que a produção da testosterona diminua. “Em outras palavras, o corpo em modo de “sobrevivência” prioriza o cortisol e sacrifica o hormônio sexual”, explica Duarte.

Imagem mostra pessoa de roupa preta sentada em um tapete listrado e encostada em um sofá de couro. Ela está com as mãos no rosto - Metrópoles
O estresse pode diminuir os níveis de testosterona

Alimentação inadequada

Quando feita de forma inadequada, a alimentação pode favorecer o ganho de peso, aumento de gordura visceral, resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e piora global da saúde metabólica, fatores indiretos que influenciam negativamente a produção do hormônio.

Disruptores endócrinos

Os disruptores endócrinos são substâncias químicas presentes em plásticos, incluindo embalagens de alimentos, garrafinhas e até cosméticos. Ao entrar no organismo, elas têm capacidade de mudar o sistema endócrino, bloqueando ou interferindo na produção de hormônios naturais do corpo, como a testosterona.

Condições médicas associadas

Nem sempre os níveis baixos de testosterona estão relacionados a hábitos pouco saudáveis e podem estar ligados a doenças da hipófise, alterações da tireoide, condições genéticas e outras sistêmicas.

O urologista Gustavo Marquesine Paul, coordenador do departamento de andrologia, reprodução e sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) esclarece que: “Quando há uma causa médica, como doenças hormonais, uso de determinados medicamentos ou doenças sistêmicas é necessário tratar o problema de base”.

A importância do diagnóstico correto

O que mais dificulta o diagnóstico da baixa de testosterona no corpo é a falta de especificidade dos sintomas. Muitas vezes eles podem ser confundidos com os de outras condições e atrasar a detecção do quadro.

Por outro lado, o autodiagnóstico de níveis baixos de testosterona também pode mascarar a ocorrência da causa do problema. A solução mais eficaz é procurar ajuda médica ao sentir qualquer um dos sinais citados.

“Na maioria dos casos, a testosterona pode ser melhorada com ajustes no estilo de vida, mas nem todos os casos são iguais. Em outros casos, o uso de medicamentos que estimulam a própria produção de testosterona pelo testículo pode ser interessante”, conclui Paul.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?