Teich: diretrizes para fim da quarentena saem semana que vem

Ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que entregará em uma semana as orientações necessárias para flexibilização do isolamento

atualizado 22/04/2020 18:53

Nelson TeichIgo Estrela/Metrópoles

Em sua primeira entrevista coletiva, o novo ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que o isolamento social é “natural e lógico na largada” da epidemia do coronavírus, mas que há necessidade de planejamento para sair desta situação.

O ministro afirma que, na próxima semana, o Ministério da Saúde deve entregar diretrizes customizadas para cada estado e região do país, com o objetivo de planejar e ajudar a guiar os governadores e prefeitos no manejo do isolamento.

A gestão anterior, do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, estava criando uma espécie de calculadora para computar o número de leitos, os casos novos, os recursos humanos para guiar estados e municípios para a saída do isolamento. Segundo o novo ministro, essa proposta será aprimorada.

“Hoje temos 45 mil casos confirmados de coronavírus. Se imaginarmos uma margem de erro de 100 vezes, o que é um exagero, são 4 milhões de pessoas acometidas pelo coronavírus. Fora da doença, são 208 milhões de pessoas com outros problemas que precisam ser tratados. O Brasil não tem um crescimento explosivo da doença e é um dos que melhor performa em relação à Covid-19”, afirma.

Ele lembrou ainda que as estimativas de que 70% da população precisa ter contato com o vírus para que se desenvolva a chamada imunidade de barreira, o que não pode acontecer ao mesmo tempo, pois o sistema de saúde não trabalha com ociosidade e não tem capacidade de absorver toda essa demanda ao mesmo tempo.

Testes
O ministro afirma ainda que a ideia é testar a população, mas uma testagem em massa, como ele defendia antes de assumir o cargo, não é possível. “É preciso mapear a população, o que já está sendo feito, para que a amostra testada seja capaz de refletir a população”, explica. Em seu primeiro pronunciamento, Teich comparou a testagem a uma pesquisa de opinião, onde se entrevista um grupo de pessoas que representaria a população inteira.

Ele disse ainda que mais importante do que qualquer coisa, é ter sabedoria para interpretar os dados e tomar ações a partir deles e que projeções a longo prazo costumam mão funcionar. Por isso, serão feitos projetos a curto prazo que serão ajustados conforme se ganha mais informações.

Últimas notícias