Saiba quem é Nelson Teich, convidado a assumir lugar de Mandetta

O agora ex-ministro ministro da Saúde confirmou a demissão pelas redes sociais. Ele acumulou desavenças com Bolsonaro

atualizado 16/04/2020 16:46

Nelson TeichYoutube/Oncologia Brasil

Em meio à crise do governo federal com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o nome que dever ser anunciado ainda nesta quinta-feira (16/04) para assumir a pasta é do oncologista e empresário Nelson Luiz Sperle Teich. O atual titular da Saúde confirmou a demissão pelo Twitter, mas o anúncio do substituto ainda não foi feito oficialmente.

Nascido no Rio de Janeiro, o médico se formou pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e se especializou em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Atualmente, é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

Teich atuou como consultor informal na campanha eleitoral do presidente, em 2018, e, na época, até chegou a ser cotado para o cargo, mas acabou preterido por Mandetta.

Ainda assim, participou do governo, entre setembro de 2019 e janeiro de 2020, como assessor de Denizar Vianna, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Coronavírus
Nas últimas semanas, o oncologista tem publicado artigos na rede profissional LinkedIn sobre o coronavírus. Em um deles, intitulado “COVID-19: Histeria ou Sabedoria?”, comenta sobre a polarização que tomou conta do Brasil no momento.

“A discussão sobre as estratégias e ações que foram definidas por governos, incluindo o brasileiro, para controlar a pandemia de Covid-19 mostra uma polarização cada vez maior, colocando frente a frente diferentes visões dos possíveis benefícios e riscos que o isolamento, o confinamento e o fechamento de empresas e negócios podem gerar para a sociedade”, escreveu.

“É como se existisse um grupo focando nas pessoas e na saúde e outro no mercado, nas empresas e no dinheiro, mas essa abordagem dividida, antagônica e talvez radical não é aquela que mais vai ajudar a sociedade a passar por esse problema”, afirma, ainda, o artigo.

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