Tedros, da OMS: “A realidade é que a pandemia não está nem perto de acabar”

Diretor-geral da entidade afirma que o pior da Covid-19 ainda está por vir, mas que não se pode perder a esperança

Tedros Adhanom GhebreyesusPicture Alliance/Getty Images

atualizado 29/06/2020 14:05

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (29/06), o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a pandemia do coronavírus não está “nem perto de acabar“, e que “o pior ainda está por vir”.

“Muitos países implantaram medidas para suprimir a transmissão e salvar vidas e tiveram sucesso, mas não conseguiram extinguir completamente o coronavírus e estão vendo uma ressurgência nos casos”, afirma o diretor-geral.

Ele lembra que a maioria das pessoas não tem imunidade contra a doença e que ainda há muito espaço para que a Covid-19 se espalhe.

Apesar do surgimento de novos casos em nações que já tinham controlado a epidemia, a OMS acredita que o fato de que o coronavírus ter sido suprimido em um primeiro momento prova que é possível derrotá-lo sem vacinas ou medicamentos.

A entidade volta a lembrar que a solução está nas mãos dos governos e da população: a testagem, identificação de casos e quarentena dos contaminados combinados com lavagem de mãos, uso de máscara e distanciamento social são suficientes para controlar a epidemia.

“Todos queremos que essa situação acabe, para seguirmos com as nossas vidas. Mas a realidade é que não está nem perto de acabar”, afirmou Tedros. Com mais de 10 milhões de casos da doença e mais de meio milhão de mortos, o diretor-geral explica que, infelizmente, a pandemia ainda está acelerando. “Vamos precisar de mais estoque de resiliência, paciência, humildade e generosidade nos próximos meses. Já perdemos muito, mas não podemos perder a esperança”, conclui.

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