Tecnologia limpa transforma restos de frango em colágeno e queratina

Estudo mostra como subprodutos da indústria avícola podem virar proteínas com potencial uso em cosméticos, alimentos e outros setores

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1 de 1 Fotos coloridas de galinhas marrons em cativeiro - Metrópoles - Foto: Freepik

Métodos feitos por meio de tecnologia limpa estão permitindo transformar resíduos do processamento de frango — que antes seriam descartados — em proteínas de alto valor, como colágeno e queratina. A proposta é aproveitar subprodutos da indústria avícola para gerar insumos úteis, reduzindo desperdício e criando novas possibilidades econômicas.

Os resultados foram descritos em um estudo publicado na revista científica SciELO, que reúne pesquisas acadêmicas revisadas por pares. O trabalho detalha métodos para extrair e reaproveitar proteínas presentes em partes do frango que normalmente não são destinadas ao consumo direto.

Como a tecnologia funciona

De acordo com o estudo, o processo utiliza técnicas consideradas sustentáveis para separar e transformar componentes presentes em subprodutos como pele, penas e outras estruturas ricas em proteína. Esses materiais passam por etapas de processamento que permitem isolar compostos específicos:

  • Colágeno, encontrado principalmente na pele e em tecidos conjuntivos.
  • Queratina, abundante nas penas.

A inovação está no uso de técnicas mais limpas, que evitam processos agressivos ao meio ambiente e reduzem a geração de resíduos químicos. A indústria avícola produz grandes volumes de subprodutos.

Sem reaproveitamento, esses materiais podem gerar impacto ambiental significativo. Ao transformar esses resíduos em insumos úteis, a tecnologia oferece redução de desperdício – porque aproveita materiais que seriam descartados – e valorização econômica por criar novos produtos a partir deles.

Além disso, o uso de processos mais sustentáveis contribui para diminuir a pegada ambiental da cadeia produtiva. Segundo o estudo, tanto o colágeno quanto a queratina têm ampla aplicação em diferentes setores.

O colágeno pode ser utilizado:

  • Na indústria de alimentos;
  • Em produtos farmacêuticos;
  • Em cosméticos.

Já a queratina tem uso frequente em:

  • Produtos capilares;
  • Formulações cosméticas;
  • Materiais biomédicos.

Essa versatilidade amplia o interesse industrial na tecnologia. O trabalho destaca que o reaproveitamento de subprodutos animais é uma estratégia importante dentro do conceito de economia circular, em que resíduos são reinseridos na cadeia produtiva.

Além de reduzir impactos ambientais, essa abordagem ajuda a tornar a produção mais eficiente, aproveitando ao máximo os recursos já disponíveis.

Os autores apontam que tecnologias como essa podem ajudar a transformar a forma como a indústria lida com resíduos. Em vez de descartar grandes volumes de material, passa a ser possível gerar produtos de valor agregado.

Apesar do potencial, o avanço dessas soluções depende da adaptação industrial e da viabilidade econômica em larga escala. Ainda assim, o estudo reforça que o aproveitamento de subprodutos do frango é uma alternativa promissora para tornar a produção mais sustentável e eficiente.

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