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Saúde

Suplementos não são remédios para resistência à insulina, diz Anvisa

Anvisa alerta que promessas nas redes podem afastar pacientes do cuidado adequado; a suplementação tem uma finalidade nutricional

10/10/2026 11:16
Getty Images
Mulher asiática lendo o rótulo de um medicamento ou suplemento alimentar - Metrópoles

Suplementos alimentares não podem ser usados para tratar a resistência à insulina, alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em publicação nessa sexta-feira (9/10).

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A orientação responde a vídeos nas redes sociais que recomendam produtos como berberina, magnésio e mio-inositol para controlar a condição, podendo afastar pacientes do acompanhamento adequado.

A resistência à insulina ocorre quando o organismo responde menos à ação do hormônio, que ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue. A condição exige avaliação profissional, e o tratamento depende das causas e das características de cada paciente, podendo envolver mudanças no estilo de vida e medicamentos.


Cuidados antes de comprar e usar suplementos

A agência orienta a buscar avaliação profissional antes de escolher um suplemento e a observar possíveis reações durante o consumo. As principais recomendações são:

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  • Buscar orientação: um profissional de saúde pode avaliar a necessidade de suplementação e indicar o produto adequado.
  • Escolher onde comprar: adquirir suplementos em lojas físicas ou sites confiáveis.
  • Respeitar a indicação: seguir a dose e o período de uso recomendados pelo profissional.
  • Observar reações: comunicar efeitos inesperados e pedir novas orientações.

Suplementação alimentar tem outra finalidade

A Anvisa esclarece que produtos com finalidade terapêutica precisam de registro como medicamentos, independentemente da origem das substâncias utilizadas. Suplementos servem para complementar a alimentação e não devem ser apresentados como substitutos de tratamentos médicos.

Uma pessoa com resistência à insulina pode precisar de suplementação para corrigir uma deficiência nutricional. Nessa situação, porém, o produto atende à necessidade nutricional, sem tratar a resistência ao hormônio, que exige acompanhamento e uma abordagem definida individualmente.