Só falta o 5G: saiba como robôs são usados para cirurgias no Brasil

Há pelo menos 55 equipamentos no país que, sob o comando de médicos, realizam operações ginecológicas, urológicas e cardíacas

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A realização da primeira cirurgia a distância feita por meio de 5 G nesta quarta (27/2), em Barcelona, durante um congresso mundial da área de tecnologia, antecipou capítulos de como os recursos tecnológicos aliados ao conhecimento científico podem contribuir para a saúde dos pacientes.

O médico Antônio de Lacy, que estava no palco principal do congresso de tecnologia, orientou, em tempo real, uma cirurgia para a retirada de um tumor no intestino em um paciente que estava no hospital Clínic, de Barcelona. A transmissão de informações em tempo real permitiu que o cirurgião gástrico comandasse, por uma tela sensível ao toque, os procedimentos que estavam sendo realizados na sala de cirurgia, conforme divulgou a Folha de São Paulo.

No Brasil, para a realização de procedimentos assim, o que falta é a tecnologia de transmissão de dados. A previsão é que o 5 G chegue ao país em 2023. Hoje, pelo menos 55 hospitais brasileiros já têm cirurgiões-robôs. “Nos últimos dois anos, houve um boom na aquisição desses equipamentos no país. Eles permitem que as cirurgias tenham um grau de precisão muito maior”, afirma o urologista Fernando Leão, que é especialista em cirurgias robóticas.

Os equipamentos da linha DaVinci, de um fabricante norte-americano, estão instalados em instituições particulares, públicas e mistas e são utilizados cotidianamente, com a atuação presencial de médicos, para a realização de cirurgias urológicas e ginecológicas. Em casos mais específicos, também já foram realizadas cirurgias cardíacas e na área do pescoço de pacientes.

Entre as vantagens da utilização do cirugião-robô, estão a diminuição da área de corte – e, consequentemente, do volume de sangramento, a ampliação da aquidade visual para os médicos por meio das máquinas e a melhor recuperação do paciente. “A tendência é a que a utilização deles se popularize, pois os benefícios são muitos”, explica Fernando.

O investimento necessário para a compra de um DaVinci é de pelo menos R$ 20 milhões, isso faz com que as máquinas estejam instaladas apenas nas maiores cidades, onde há centros cirúrgicos de excelência. Hoje, o robô-cirurgião “atende” em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Campinas e Barretos.

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