Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Síndrome da fadiga crônica deixa atleta olímpica de cama 22 horas por dia

Beth Dobbin desenvolveu sintomas após infecções e passa a maior parte do dia deitada, com dores e limitações para tarefas simples

16/10/2026 12:48
Reprodução / Redes Sociais
Foto colorida de uma mulher loira e branca com trajes de corrida - Metrópoles.

A velocista britânica Beth Dobbin, de 32 anos, passou de uma rotina de treinos e competições a permanecer cerca de 22 horas e meia por dia na cama. Ela foi diagnosticada com encefalomielite miálgica, também conhecida como síndrome da fadiga crônica.

Representante da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, Beth descreveu a condição: “Parece que seu corpo está entrando em colapso”, afirmou, em entrevista à People.

Em uma campanha na plataforma JustGiving, a irmã da atleta, Jennifer, relata que Beth desenvolveu a doença em 2022, após infecções por Covid-19 e mononucleose. Antes, treinava cinco vezes por semana, com sessões que chegavam a cinco horas.

Hoje, a condição compromete a autonomia e os encontros com amigos e familiares. Segundo o relato, pequenas atividades físicas ou mentais podem provocar uma piora desproporcional dos sintomas, conhecida como mal-estar pós-esforço. A sensibilidade à luz, aos sons e aos cheiros também pode exigir ambientes escuros e silenciosos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Sintomas, causas e tratamento

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a síndrome provoca cansaço intenso que não melhora com o repouso. A causa é desconhecida na maioria dos casos, mas infecções podem desencadear os sintomas. Outras manifestações incluem:

  • Dificuldades de memória e concentração.
  • Sono que não proporciona descanso.
  • Dores musculares, nas articulações e de cabeça.
  • Dor de garganta e ínguas dolorosas.
  • Tontura e náuseas.

O diagnóstico é clínico e exige investigar outras possíveis explicações para os sintomas. Não há tratamento específico, e o cuidado busca controlar dores, alterações do sono e outras manifestações, além de reorganizar as atividades diárias. A evolução varia, com períodos de melhora e piora.

Segundo Jennifer, Beth utiliza 19 medicamentos para controlar sintomas e condições associadas. Para apoiar pesquisas, a familiar participará da Maratona de Yorkshire, em 18 de outubro, com arrecadação destinada à organização ME Research UK.