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Saúde

Médicos se posicionam contra uso de ozonioterapia para tratar hepatite

Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) aponta falhas em textos publicados na internet que relacionam ozonioterapia à melhora da hepatite

24/10/2023 19:20, atualizado 24/10/2023 19:23
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Equipamento de ozonioterapia

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) publicou, nesta terça-feira (24/10), uma nota de esclarecimento em que se posiciona contra textos divulgados pelo blog Saúde com Ozônio, que relacionam a ozonioterapia à melhora de pacientes com hepatite B crônica, hepatite C crônica e cirrose hepática.

“A literatura científica atual não corrobora a ozonioterapia como um tratamento eficaz e seguro para a hepatite B crônica, hepatite C crônica e cirrose hepática, uma vez que ainda faltam ensaios clínicos bem conduzidos e resultados consistentes”, afirma a SBI.

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A SBI questiona os textos “Como o tratamento com auto-hemoterapia auxilia nos pacientes com hepatite B crônica?”, “A ozonioterapia no tratamento contra a hepatite C” e “A ozonioterapia no tratamento da cirrose hepática” publicados no blog.

Ozonioterapia no tratamento da hepatite

No artigo sobre hepatite B crônica não são apresentadas informações importantes que garantem a qualidade de uma pesquisa científica, como os critérios de seleção dos participantes, a duração do estudo e os procedimentos de randomização e cegamento dos dados. O estudo em questão envolve apenas 28 pacientes, número que representa uma amostra pequena do ponto de vista científico.

Além disso, de acordo com a SBI, a publicação falha em fornecer informações essenciais sobre a proveniência do estudo, incluindo onde foi publicado, quem são os autores e se passou pela revisão por pares.

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“Essas lacunas metodológicas são cruciais e impedem a atribuição dos efeitos observados exclusivamente ao tratamento com ozonioterapia. Qualquer proposta de novo tratamento deve ser rigorosamente comparada em termos de eficácia e segurança com as terapias convencionais comprovadas”, considera a sociedade.

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Acredita-se que a técnica poderia ajudar no tratamento complementar de doenças crônicas, problemas respiratórios e de coluna, incluindo hérnia de disco, por exemplo
O texto aprovado no Senado prevê que o tratamento seja  aplicado apenas por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa ou órgão que a substitua
A técnica é considerada minimamente invasiva
A ozonioterapia pode ser usada a partir da aplicação local, na boca, venosa, retal ou por injeção subcutânea
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A ozonioterapia pode ser usada a partir da aplicação local, na boca, venosa, retal ou por injeção subcutânea

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Acredita-se que a técnica poderia ajudar no tratamento complementar de doenças crônicas, problemas respiratórios e de coluna, incluindo hérnia de disco, por exemplo
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Acredita-se que a técnica poderia ajudar no tratamento complementar de doenças crônicas, problemas respiratórios e de coluna, incluindo hérnia de disco, por exemplo

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O texto aprovado no Senado prevê que o tratamento seja  aplicado apenas por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa ou órgão que a substitua
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O texto aprovado no Senado prevê que o tratamento seja aplicado apenas por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa ou órgão que a substitua

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A técnica é considerada minimamente invasiva
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A técnica é considerada minimamente invasiva

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Outro texto promove a ozonioterapia como um tratamento eficaz para a hepatite C, alegando que o ozônio medicinal é considerado o “melhor virucida que existe” e que aumenta a oxigenação dos tecidos, melhorando as atividades metabólicas do corpo. A SBI pondera que tais afirmações carecem de evidências científicas sólidas para respaldá-las.

A ozonioterapia não é reconhecida pela comunidade médica internacional como um tratamento eficaz para a hepatite C. O texto também sugere que a ozonioterapia é segura e não tem efeitos colaterais, o que ainda não é comprovado.

O blog Saúde com Ozônio também cita que a terapia pode ser uma esperança para pacientes com cirrose hepática provocada pela hepatite C, devido a uma possível ativação do sistema imunológico e às propriedades do ozônio.

A Sociedade Brasileira de Infectologia orienta que o manejo dessas doenças deve seguir estritamente as diretrizes clínicas estabelecidas, comprovadas para reduzir a carga viral e minimizar o risco de complicações dos pacientes. “Desviar-se desses protocolos estabelecidos sem evidências científicas robustas pode resultar em sérios riscos à saúde dos pacientes”, considera.

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