“Parece sushizinho”: saiba quais são os riscos de ingerir placenta

Fernanda Lacerda, conhecida como Mendigata, declararou que comeu a placenta após dar o filho à luz. Prática é desaconselhada

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Foto colorida da influenciadora Fernanda Lacerda comendo placenta
1 de 1 Foto colorida da influenciadora Fernanda Lacerda comendo placenta - Foto: Reprodução/Instagram

A ex-Pânico na TV Fernanda Lacerda, conhecida como Mendigata, chamou atenção no fim de semana ao declarar que comeu a placenta após o nascimento de Gabriel, seu primeiro filho. Ela deu a luz ao bebê no sábado (28/10) e compartilhou a notícia em seus stories.

A prática de as mães ingerirem a placenta após o parto é chamada de placentofagia e vem ganhando adeptas sob o argumento de que faz bem à saúde. A placenta costuma ser ingerida crua, logo após o parto, ou ser encapsulada, como normalmente é feito com vitaminas.

O que é a placenta

A função da placenta durante a gestação é fornecer nutrientes, realizar as trocas gasosas e remover as excretas do embrião. Os defensores da placentofagia afirmam que comer o tecido embrionário repõe o ferro no organismo, melhora a produção de leite e afasta a depressão pós-parto.

Faltam evidências

Até aqui, no entanto, não há comprovação científica sobre os benefícios da placentofagia, os estudos realizados sobre o assunto não demonstraram vantagens para a parturiente.

Um trabalho da Faculdade de Medicina de Northwestern, em Chicago, de 2015, analisou dez pesquisas sobre o tema e disse não ter encontrado evidências de que o consumo de placenta ofereça proteção contra depressão pós-parto ou que reduza dores, dê mais energia, ajude na amamentação, promova a elasticidade da pele, auxilie no vínculo entre mãe e bebê, e seja fonte de ferro.

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Fernanda Lacerda, a Mendigata
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Fernanda Lacerda é conhecida pelo trabalho no Pânico
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Outra pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina Weill Cornell, da Universidade Cornell, em Nova York, publicada em 2017, mostrou que as condições de aquecimento e manipulação da placenta par ao encapsulamento não são suficientes para destruir vírus como o HIV, a hepatite ou o zika.

Recomendações médicas

A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) não recomenda o consumo da placenta. De acordo com a instituição, os supostos benefícios seriam apenas uma crendice popular. Além disso, comer o tecido embrionário oferece risco à mãe, pois, após o parto e antes da ingestão, a placenta pode ser contaminada por bactérias.

O Centro de Controle e Prevenção a Doenças dos EUA, o CDC, também orienta as mulheres a não comerem a placenta e os médicos a explicarem os riscos da prática. As diretrizes do CDC foram anunciadas em 2016, após um bebê ter sido infectado por um estreptococo do grupo B vindo das cápsulas de placenta ingeridas pela mãe.

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