Saiba quais são os sintomas mais frequentes em recuperados da Covid-19

Parte das pessoas que se curou da infecção provocada pelo coronavírus apresentará problemas de saúde durante algum tempo

atualizado 22/10/2020 9:18

O novo coronavírus já deixou mais de 41 milhões de pessoas doentes no mundo inteiro, segundo atualização feita pela Universidade Johns Hopkins na quarta-feira (21/10). O número de recuperados ultrapassa 27,9 milhões mas, mesmo depois de estarem livres do vírus, alguns pacientes continuam a apresentar sintomas durante a chamada síndrome pós-Covid ou Covid persistente.

Um estudo do King’s College, do Reino Unido, estima que para cada 20 recuperados pelo menos um seguirá com sintomas por pelo menos oito semanas. As informações foram recolhidas a partir de respostas inseridas pelos ingleses no aplicativo britânico Covid Symptom Study, de acordo com a BBC.

As consequências do ataque do vírus ao organismo costumam incluir fadiga, falta de ar, cansaço, dores de cabeça, tontura e fraqueza. Alguns pacientes precisam de reabilitação para voltar às atividades diárias, afirma o médico Greg Vanichkachorn, especialista em medicina preventiva, ocupacional e aeroespacial da Mayo Clinic, dos Estados Unidos.

“A característica mais definitiva que vemos nesses pacientes é a fadiga. E não qualquer fadiga, mas sim uma fadiga profunda. É impressionante o quão esgotadas as pessoas se sentem com apenas um pouquinho de atividade”, diz.

Outro sintoma recorrente é a falta de ar para a realização de tarefas simples como, por exemplo, passear com o cachorro ou retirar o lixo de casa. “Nós sabemos que a Covid pode causar mudanças de longo prazo nos pulmões, como doenças pulmonares, e que também pode levar à dispneia (dificuldade de respirar) de longo prazo”, explica.

A síndrome pós-Covid não acomete apenas as pessoas que sofreram a forma mais aguda da doença. Mesmo os pacientes com quadro leve e que não precisaram de suporte hospitalar podem ter os sintomas por semanas. “Vemos até mesmo casos de pacientes que ficam pior com o passar do tempo, cerca de duas semanas após a infecção”, detalha o médico Greg Vanichkachorn.

No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo está conduzindo um dos primeiros estudos sobre as sequelas pós-Covid. Cerca de 1,5 mil pacientes estão sendo acompanhados para traçar quanto tempo duram as sequelas e se há um perfil de pacientes que corre mais risco de apresentá-las.

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