O esôfago é o tubo muscular que liga a garganta ao estômago. Sendo assim, ele tem papel fundamental no processo digestivo. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o câncer de esôfago é o sexto mais frequente entre os homens brasileiros e o oitavo mais frequente no mundo. A incidência em homens é cerca de duas vezes maior do que em mulheres.

A doença começa – assim como outros tipos de câncer – de forma silenciosa. Com o passar do tempo, o paciente passa a sentir dificuldade para engolir alimentos sólidos e até mesmo água. Uma das consequências é a perda de peso intensa. Outros sintomas incluem sensação de má digestão e arrotos frequentes. Em casos em que o paciente demora a procurar o médico, a doença pode evoluir e gerar rouquidão, tosse, falta de ar, náuseas e vômitos.

Segundo o oncologista Márcio Almeida, da Aliança Instituto de Oncologia, em Brasília, o tratamento vai depender do estágio da doença, mas frequentemente envolve quimioterapia, radioterapia e cirurgia nos casos de doença localizada.

Como em outros casos de câncer, há fatores de risco ligados ao tabagismo e consumo excessivo de álcool. Por isso, as medidas preventivas mais significativas são a interrupção dos dois. “Orientamos que o paciente priorize a alimentação rica em frutas e vegetais, bem como o controle do peso e a atividade física regular”, afirma o especialista. Ele acrescenta que no Brasil ainda não há exames de rastreio específicos para o câncer de esôfago.