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Saúde

Proteína pode indicar resistência de câncer de mama a tratamento

Pesquisa associa atividade da proteína CDK1 à resistência de cânceres de mama a alguns medicamentos usados no tratamento hormonal

01/11/2026 17:00
Nemes Laszlo/Science Photo Library/Gettyimages
Ilustração mostra células cancerígenas em azul, em um fundo roxo - 6 tipos de câncer avançam entre jovens no mundo, diz estudo de Harvard - Metrópoles

A atividade de uma proteína chamada CDK1 pode ajudar a identificar tumores de mama com maior probabilidade de resistir a um tratamento usado contra a doença. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Garvan de Pesquisa Médica, na Austrália, e publicada em 11 de outubro na revista Advanced Science.

O trabalho analisou casos de câncer de mama com receptor de estrogênio positivo (ER+), o tipo mais comum da doença. Pacientes com esse diagnóstico costumam receber terapia hormonal combinada a medicamentos chamados inibidores de CDK4/6, que bloqueiam a multiplicação das células cancerígenas.

Apesar de funcionarem para muitas pessoas, os remédios não respondem da mesma forma em todos os casos e podem perder a eficácia com o tempo. Segundo os pesquisadores, a atividade da CDK1 pode ajudar a entender por que alguns tumores continuam crescendo mesmo durante o tratamento.

Proteína funciona como motor da divisão celular

A CDK1 faz parte de uma família de proteínas que controla a divisão das células. Enquanto a CDK4 e a CDK6 participam das etapas iniciais desse processo, a CDK1 é necessária para que a célula conclua a divisão e dê origem a duas novas células.

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A professora associada Liz Caldon, coautora do estudo, compara a proteína a um motor. Os inibidores de CDK4/6 tentam impedir que a divisão celular comece, mas algumas células cancerígenas conseguem contornar esse bloqueio.

“Mesmo assim, a célula só consegue se dividir se o motor CDK1 estiver funcionando. Então, verificar se ele está ligado mostra se os medicamentos ainda estão impedindo o avanço do câncer”, explica.

Para acompanhar essa atividade, a equipe desenvolveu um modelo pré-clínico com um sensor fluorescente que acende quando a CDK1 está ativa. Nos testes, os pesquisadores observaram que a atividade da proteína aumentava à medida que os tumores se tornavam invasivos.

A análise de mais de 400 amostras de biópsias de pacientes também mostrou uma relação entre maior atividade da CDK1, tumores mais agressivos e piores desfechos.

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

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Atividade também aparece em tumores resistentes

Os pesquisadores analisaram ainda dados de ensaios clínicos com pacientes tratados com inibidores de CDK4/6. Nos tumores que não responderam aos medicamentos, os genes relacionados à CDK1 e às proteínas que atuam com ela continuaram ativos.

O mesmo sinal apareceu em células cancerígenas cultivadas em laboratório que foram expostas aos medicamentos por cerca de 10 meses, até desenvolverem resistência. Nos modelos pré-clínicos, tumores que continuaram crescendo durante o tratamento também apresentaram maior atividade da proteína.

Para Sarah Alexandrou, primeira autora do estudo, a CDK1 pode funcionar como um sinal de alerta. “Se um tumor apresenta altos níveis de CDK1, isso pode indicar que os inibidores de CDK4/6 não serão tão eficazes”, afirma.

A descoberta ainda precisa ser confirmada em grupos maiores de pacientes tratados com esses medicamentos. Os pesquisadores também avaliam a possibilidade de desenvolver terapias que bloqueiem diretamente a CDK1. Até o momento, não existe um medicamento aprovado com esse alvo.