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Pronto-socorro oncológico: saiba o que é e quando procurar ajuda

Serviço de urgência para pessoas com câncer ou com suspeita da doença pode ajudar em caso de sintomas agudos relacionados à condição

atualizado

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Imagem de pessoa de jaleco segurando as mãos de paciente - Metrópoles
1 de 1 Imagem de pessoa de jaleco segurando as mãos de paciente - Metrópoles - Foto: Getty Images/Reprodução

Em meio ao tratamento oncológico, o paciente pode ter complicações agudas que precisam de atenção médica rápida. Um indivíduo que passa por uma quimioterapia, por exemplo, pode apresentar sintomas persistentes que incomodam, como náuseas, vômitos, diarreia ou febre intensa. Para lidar com a situação, a pessoa com câncer ou com suspeita da doença pode recorrer ao atendimento do pronto-socorro oncológico.

O serviço deve ser multidisciplinar e atuar com rapidez nas complicações do câncer. “O atendimento serve para garantir uma retaguarda oncológica adequada e estruturada para os pacientes com tumor maligno ou com quadro clínico suspeito”, explica o oncologista Tiago Kenji, diretor técnico de Dasa Oncologia do Hospital Santa Paula, em São Paulo.

Segundo o médico, a diferença do atendimento oncológico das consultas ambulatoriais para o pronto-socorro é o grau de emergência do paciente. Na assistência de prontidão, o acolhimento é feito inicialmente por um profissional emergencista treinado e com protocolos pré-estabelecidos.

“Infelizmente, alguns pacientes oncológicos apresentam o que a gente chama de emergências oncológicas – dor, complicação de quimioterapia, neutropenia febril ou obstrução intestinal. O objetivo do pronto-socorro oncológico é dar suporte contra intercorrências agudas”, esclarece o oncologista Daniel Marques, da Oncologia D’Or, de Brasília.

Quais as etapas e quando ir

Os padrões de atendimento são:

  1. Triagem, onde os casos oncológicos conhecidos são priorizados;
  2. Atendimento pelo emergencista;
  3. Contato com o oncologista via telefone ou in loco;
  4. Avaliação do oncologista conjunta no pronto-socorro.

“Nos casos suspeitos, podemos iniciar a investigação no pronto-socorro. A depender da gravidade, o paciente pode terminar o atendimento internado”, conta Kenji. Ele destaca que garantir uma visão oncológica nos casos de câncer pode tornar o tratamento do paciente mais ágil e preciso. Segundo Marques, o serviço deve oferecer rapidez nos exames de imagem e na avaliação do oncologista.

“Os pacientes que devem ir ao pronto-socorro oncológico são aqueles que já foram diagnosticados e apresentaram complicações no tratamento. Fez a quimio e apresentou febre, ou teve qualquer sintoma atípico diferente daquilo que o médico disse, deve ir para o hospital”, ressalta o médico da Oncologia D’Or.

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