Anvisa aprova o primeiro remédio para diabetes tipo 1 do Brasil

O medicamento pode atrasar o início dos sintomas da diabetes tipo 1 em pacientes com 8 anos ou mais com a doença em estágio 2

atualizado

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Imagem de microscópio tonalizada em rosa mostra área do fígado que secreta insulina - Metrópoles
1 de 1 Imagem de microscópio tonalizada em rosa mostra área do fígado que secreta insulina - Metrópoles - Foto: Gettyimages

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nessa segunda (9/3), a comercialização no Brasil do teplizumabe, o primeiro medicamento para tratamento de diabetes tipo 1 liberado em território nacional. O remédio é recomendado para pacientes com 8 anos ou mais que tenham a doença em estágio 2, quando os sintomas ainda não surgiram.

O teplizumabe é um anticorpo monoclonal que ajuda a preservar as células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina e são destruídas pelo próprio corpo em pacientes com diabetes tipo 1. Assim, o aparecimento de sintomas clínicos pode ser retardado em até dois anos.

O medicamento é administrado por infusão intravenosa uma vez ao dia, durante duas semanas consecutivas. A fórmula é considerada revolucionária por ser uma das primeiras terapias contra a diabetes tipo 1 que não envolve a reposição de insulina. Especialistas acreditam que o teplizumabe pode ajudar pacientes e suas famíliar a se preparar para os sintomas.


O que é diabetes tipo 1?

  • A diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela deficiência de insulina no organismo.
  • O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e em adultos de qualquer idade.
  • No Brasil, estima-se que ocorram 25,6 casos por 100 mil habitantes a cada ano, sendo considerada uma incidência elevada.
  • O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando complicações da doença.

Pessoas com diabetes tipo 1 precisam lidar com oscilações da glicose no sangue ao longo do dia, tomando muitas decisões para injetar insulina, minimizar os sintomas e garantir uma rotina perto do normal. Se descontrolada, a doença pode levar até à morte.

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