"Pílula do dia seguinte não é abortiva", diz FDA em revisão de rótulo
A agência de saúde dos EUA atualizou o rótulo da pílula Plan B One-Step para esclarecer que ela não afeta uma gravidez existente

A Food and Drug Administration (FDA) – a agência de saúde dos Estados Unidos equivalente à Anvisa – alterou, na sexta-feira (23/12), o rótulo de um dos contraceptivos de emergência (pílula do dia seguinte) mais conhecidos do país para informar que ele não tem ação abortiva.
O posicionamento das autoridades de saúde ocorre depois de a Suprema Corte dos EUA anular, em junho deste ano, a lei federal que garantia o direito de aborto em todo o país.

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A pílula Plan B One-Step está disponível para uso nos EUA sem a necessidade de receita médica desde 2013. No Brasil, outras marcas de pílula do dia seguinte são vendidas em farmácias e distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as alternativas são indicadas para reduzir a chance de gravidez após sexo desprotegido ou quando outro controle anticoncepcional falha.
A mudança no rótulo deixa claro que a pílula não altera a implantação de um óvulo ou afeta uma gravidez existente, pois seu mecanismo de ação ocorre ainda na fase de ovulação, antes da liberação de um óvulo ou da fecundação dele.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaA pílula do dia seguinte contém uma dose maior de levonorgestrel – um tipo de progesterona sintética – do que as pílulas anticoncepcionais diárias e funciona de maneira semelhante para prevenir a gravidez.
“Como resultado, o Plano B One-Step geralmente interrompe ou atrasa a liberação de um óvulo do ovário”, esclarece a FDA em um comunicado.
Em uma sessão de perguntas e respostas do site da FDA, a agência acrescentou a pergunta: “O Plano B One-Step é abortivo (causando aborto)?” com a resposta “Não”. “O Plano B One-Step não funcionará se a pessoa já estiver grávida, o que significa que não afetará uma gravidez existente”, afirma.
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