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Apuração pelo Brasil

Saúde

Peste pneumônica é fatal e causa catarro comparado a xarope de framboesa

Peste era pesquisada por cientista que morreu na Rússia com infecção misteriosa. Sem tratamento rápido, doença é geralmente fatal

07/10/2026 15:41, atualizado 07/10/2026 16:10
Ruslanas Baranauskas/Science Photo Library/ Getty Images
Ilustração de peste bubônica - Metrópoles

Pesquisando a peste pneumônica, uma cientista de 28 anos faleceu na Rússia vítima de uma pneumonia de causa desconhecida. A situação acionou alertas de surto no país, e a OMS acompanha o desenrolar o caso.

A peste pneumônica é causada pela bactéria Yersinia pestis, que também é responsável pela peste bubônica e peste septicêmica. O contato com o patógeno pode se dar pela tosse de pessoas contaminadas.

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No caso da variante estudada no laboratório russo, os sintomas aparecem entre dois e três dias após a exposição, mas também podem estar relacionados à evolução da peste septicêmica.

Os primeiros sintomas são febre alta, calafrios, frequência cardíaca acelerada e dores de cabeça intensas. Cerca de 24 horas após a exposição, o paciente passa a apresentar uma tosse com catarro claro, mas que vai evoluindo com o passar do tempo. Eventualmente, torna-se de cor vermelha intensa, comparado a um xarope de framboesa, com espuma, explica o Manual MSD.

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Sem tratamento, a peste pneumônica é fatal e o risco de morte permanece alto em pessoas que não receberem antibióticos nas primeiras 24 horas desde o início dos sintomas.

Em pacientes diagnosticados rapidamente, antibióticos costumam apresentar bons resultados contra a peste. Os indivíduos devem ser isolados para evitar a transmissão pelo ar.

Peste no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil não registra casos humanos de peste desde 2005. O último caso documentado aconteceu no município de Pedra Branca, no Ceará. Ainda assim, animais contaminados continuam circulando, principalmente na região Nordeste e em Teresópolis, no Rio de Janeiro.