OMS afirma que o risco de epidemia de peste pneumônica na Rússia é baixo
Segundo a OMS, todos que tiveram contato com cientista que morreu com suspeita da doença estão sendo monitorados
07/10/2026 01:59, atualizado 07/10/2026 02:00

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (6/10) que o risco de uma epidemia da peste pneumônica na Rússia é baixo após a morte de uma técnica de laboratório que trabalhava em um instituto de pesquisa na Sibéria. A OMS avaliou o risco à saúde como “moderado a baixo” para Irkutsk, “baixo” para o resto da Rússia e “muito baixo” para a Europa.
“Todos os contatos dos pacientes foram identificados e estão sendo monitorados quanto a possíveis sintomas, e até o momento nenhum apresentou qualquer sintoma”, disse a porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a instituição está acompanhando o caso. Segundo ele, as autoridades de saúde russas relataram que nenhum caso de peste foi registrado recentemente na província de Irkutsk.
“A OMS solicitou mais informações para esclarecer a causa da pneumonia grave, o patógeno que motivou as medidas de saúde pública e os relatos da mídia sobre um segundo funcionário com pneumonia de causa indeterminada. O compartilhamento de informações oportuno, completo e transparente sob o Regulamento Sanitário Internacional é essencial para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos riscos potenciais à saúde pública”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo a mídia russa, 60 trabalhadores do laboratório estão confinados no instituto desde sexta-feira. Nesta terça, os Estados Unidos recomendaram que cidadãos norte-americanos que estão na Rússia deixem o país “imediatamente”. No comunicado, a Embaixada americana tratou o episódio como um caso suspeito e não afirmou que a morte tenha sido provocada pela peste pneumônica.
O que se sabe sobre o caso
Uma pesquisadora, de 28 anos, morreu na última sexta-feira (2/10) após desenvolver uma pneumonia de causa ainda desconhecida em Irkutsk, na Sibéria, na Rússia. Ela trabalhava em um instituto especializado no estudo e combate à peste, o que levantou a suspeita de que pudesse ter sido contaminada pela bactéria Yersinia pestis, causadora da peste pneumônica.
As autoridades russas, porém, afirmam que não encontraram evidências de um acidente no laboratório ou de uma possível exposição da pesquisadora a material contaminado.
A peste pneumônica é uma forma grave de infecção pulmonar causada pela bactéria Yersinia pestis. Ela causa uma pneumonia grave e pode causar a morte em poucos dias, sendo a única transmitida diretamente de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias.



