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OMS investiga 2ª morte por pneumonia grave, mas Rússia nega surto de peste

Nova morte registrada na região russa de Irkutsk elevou as apreensões em torno de um possível surto com a bactéria da peste pneumônica

07/10/2026 07:29, atualizado 07/10/2026 08:24
Reprodução/X
OMS investiga 2ª morte por pneumonia grave, mas Rússia nega surto de peste

Uma segunda morte registrada na região russa de Irkutsk elevou as apreensões em torno de um possível surto com a bactéria da peste pneumônica (Yersinia pestis). Os relatos sobre outro óbito coincidem com pressões exercidas por autoridades globais de saúde sobre Moscou, exigindo transparência a respeito da morte, ainda sem explicações, de uma jovem pesquisadora em um instituto siberiano especializado no combate à doença.

A opacidade das informações mobilizou a Organização Mundial da Saúde (OMS), que interpelou formalmente o governo russo para obter detalhes sobre o óbito, o patógeno suspeito, as barreiras sanitárias impostas e os novos relatos de pneumonias de origem desconhecida.

Até o momento, a segunda morte não foi confirmada oficialmente e o governo russo nega categoricamente que a peste pneumônica esteja associada a qualquer um dos óbitos.

O alerta internacional ganhou força após o falecimento de Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto de Pesquisa de Combate à Peste de Irkutsk, que atende a Sibéria e o Extremo Oriente.


A 1ª morte

  • Darya Shipilova foi hospitalizada no dia 29 de setembro com um quadro de pneumonia grave e acabou falecendo em 2 de outubro.
  • Veículos de imprensa independentes e órgãos locais especularam que a cientista poderia ter sido exposta à Yersinia pestis — agente causador da enfermidade — durante sua rotina laboratorial, com a possibilidade de ela ter tido contato acidental com um tubo de ensaio contendo o patógeno vivo que teria se rompido.
  • Em contrapartida, o Rospotrebnadzor, órgão regulador de saúde da Rússia, sustentou que Shipilova morreu em decorrência de uma pneumonia de etiologia não especificada, reiterando a inexistência de registros da peste na região.
  • Como medida preventiva, as autoridades isolaram dezenas de funcionários do instituto e colocaram cerca de 200 pessoas que mantiveram contato com a pesquisadora sob rigorosa observação médica.

Incerteza e censura

Hospitais da região de Irkutsk implementaram restrições de atendimento, enquanto moradores relataram a circulação de equipes médicas vestidas com trajes de proteção individual.

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O cenário de incerteza ganhou contornos de censura virtual com o desaparecimento repentino de reportagens veiculadas inicialmente por portais russos.

Veículos independentes apontaram que grandes emissoras e jornais apagaram matérias sobre o suposto surto, e que até mesmo um comunicado oficial de alerta recomendando que cidadãos evitassem viagens a Shelekhov foi sumariamente removido da internet.

“Boatos”

Confrontado com as suspeitas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, buscou tranquilizar a opinião pública e exigiu que a população desconsidere boatos, recomendando confiança exclusiva nas divulgações oficiais do Rospotrebnadzor. A repercussão também ecoou no cenário diplomático global, com pronunciamentos vindos de Washington.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o episódio demanda acompanhamento atento, embora não configure motivo de pânico imediato.

No mesmo sentido, o presidente Donald Trump manifestou a disposição do governo norte-americano em prestar assistência técnica ou humanitária à Rússia, caso haja necessidade de cooperação internacional para conter a crise sanitária.