Pesquisa estima quanto custariam remédios contra coronavírus no Brasil
Apesar de baixo custo de produção, demanda poderia levar brasileiro a gastar até R$ 25 mil por 14 dias de tratamento
atualizado
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O mundo espera por uma vacina que seja capaz de deter o coronavírus ou um medicamento que possa, ao menos, diminuir o tempo de internação dos pacientes. A ciência está unida com o mesmo propósito: encontrar um remédio. No entanto duas perguntas essenciais vão aparecer na sequência: Quanto custará esse medicamento? E quem poderá pagar por ele?
A alta demanda, uma vez que o planeta inteiro quer o mesmo produto, deve levar o preço às alturas. Cientistas da Universidade de Liverpool e do Imperial College de Londres, em parceria com o Instituto Burnet, da Austrália, e a Universidade de Howard, nos Estados Unidos, fizeram um levantamento comparando o preço de produção de algumas drogas que estão sendo testadas e quanto custariam em vários países.
O estudo foi publicado na revista científica Virus Erradication. Duas semanas de tratamento com azitromicina (antibiótico), por exemplo, custariam US$ 19 (R$ 110) no Brasil — o custo médio de produção é de US$ 1,40 (R$ 8). Se o medicamento sofosbuvir/declatasvir (usado contra hepatite C) apresentar bons resultados nos testes clínicos, em contrapartida, pode chegar a custar US$ 4.289 (cerca de R$ 25 mil). O preço de produção é de US$ 5 (R$ 29).
Nos Estados Unidos, que também foram incluídos na pesquisa, os preços seriam bem mais altos: o sofosbuvir/daclatasvir, por exemplo, custaria US$ 18.610 (R$ 108.635).
Os valores são relativos ao uso corrente dos medicamentos. Caso seja comprovado que são úteis contra o coronavírus, os pesquisadores esperam que o valor possa ser renegociado tendo em vista o baixo valor para a produção.
