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Saúde

Harvard: estudo aponta melhores opções de carboidratos para emagrecer

Segundo estudo de Harvard, é desnecessário banir completamente os carboidratos da dieta, mas é preciso cuidado para escolhê-los. Veja opções

03/11/2023 02:00
Canva
Iamgem coloridade Vários pães - MEtrópoles

Um extenso estudo realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, constatou que é desnecessário eliminar completamente os carboidratos do cardápio caso o objetivo seja emagrecer.

A pesquisa, publicada no The British Medical Journal, apontou que é preciso fazer escolhas alimentares adequadas para um menor acúmulo de gordura. Grãos refinados, como arroz e farinha branca, podem ser facilmente substituídos por opções in natura, por exemplo.

Vale lembrar que os carboidratos são essenciais na alimentação pois são fonte de energia, principalmente para o funcionamento do sistema nervoso central. É muito difícil manter uma dieta sem o macronutriente a longo prazo, pois sua falta pode ocasionar problemas não só metabólicos como comportamentais.

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O vilão das dietas é o carboidrato simples, refinado, que tem alto índice glicêmico. Quando é digerido, o macronutriente é transformado em glicose e, por ser quebrado muito rapidamente, gera uma elevação nos niveis de açúcar no sangue. Se a glicose não é usada para fornecer energia ao corpo, é armazenada na forma de gordura.

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No caso dos carboidratos complexos, como a digestão é lenta, o corpo pode usar a energia ingerida por um longo período, sem precisar estocar o que sobra em forma de gordura. A quebra mais devagar do macronutriente também obriga o organismo a usar as reservas energéticas que já existem.

Por isso, para garantir uma alimentação saudável e evitar o ganho de peso, é preciso optar por itens com mais fibras, vitaminas e sais minerais (como hortaliças, frutas e legumes), reduzir o consumo de açúcares e gorduras saturadas e evitar ao máximo os alimentos ultraprocessados.

Ao incluir os carboidratos, a indicação é escolher com calma. Veja alternativas para alguns carboidratos tradicionais:

1. Arroz

“Cereais integrais são uma ótima alternativa ao arroz. Alguns exemplos são o trigo, que pode ser usado em saladas ou em preparações como kibe. O milho, a aveia, a quinoa e o amaranto também são boas opções. Esses dois últimos são considerados pseudo cereais, mas também podem substituir o grão refinado”, destaca o nutricionista funcional Diogo Cirico, da Growth Supplements.

Imagem colorida de arroz na panelinha preta - Metrópoles
Arroz refinado é de alto índice glicêmico

2. Vegetais ricos em amido

É desnecessário banir completamente vegetais ricos em amido — basta consumi-los com moderação. A batata, por exemplo, pode ser substituída por brócolis, rúcula, couve-flor, espinafre, berinjela, abobrinha ou chuchu. As opções permitem que você coma uma quantidade maior de alimentos com menos calorias, proporcionando satisfação.

Foto colorida de prato branco com batatas assadas - Metrópoles
Batatas são exemplos carboidratos com alto teor de amido

3. Carboidratos de alto índice glicêmico

“Não existem carboidratos bons ou ruins: tudo depende das necessidades e objetivos individuais. Alguns alimentos ricos em fibras e carboidratos incluem aveia, mandioca, batata doce, feijão, ervilha, grão de bico e lentilha. A escolha depende do que você deseja em termos de consumo de carboidratos”, explica o nutricionista Cirico.

Para quem prefere restringir o macronutriente, vegetais não amiláceos (cenoura, beterraba, nabo, vegetais verdes folhosos, por exemplo) ou minimamente processados são boas opções.

Suporte com vários pães franceses - Metrópoles
Pão branco é feito com farinha refinada

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