OMS: uso de máscaras deve ser mantido mesmo após vacinação

Em coletiva nesta quinta (28/10), agência internacional voltou a destacar a necessidade de iniciativas globais para combater a pandemia

atualizado 28/10/2021 13:33

Entrega de máscaras N95 a usuários do transporte coletivo de GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou, nesta quinta-feira (28/10), que os cuidados para evitar a transmissão do novo coronavírus devem ser mantidos apesar dos avanços obtidos com a vacinação.

“As vacinas por si só não vão acabar com a pandemia da Covid-19. Temos que diminuir a transmissão com outras ferramentas. Sigam mantendo o distanciamento e usando máscaras“, afirmou Maria Van Kerkhove, diretora técnica da agência internacional.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que todas as ferramentas são importantes para salvar vidas, citando testes, tratamentos, equipamentos de proteção individual e medidas de saúde pública.

“Todos os países, incluindo os de alta renda, correm alto risco, continuando expostos às novas variantes, que infectam aqueles que estão totalmente vacinados”, afirmou Tedros.

Iniciativa internacional

No encontro, a OMS apresentou um novo plano para o projeto internacional ACT – que pretende acelerar a produção de vacinas, diagnósticos e medicamentos contra a Covid. A agência internacional solicita investimentos de US$ 23,4 bilhões para resolver as desigualdades no acesso global às vacinas, diagnósticos e tratamentos.

“Estamos em um momento decisivo, que exige uma liderança incisiva para tornar o mundo mais seguro”, disse Tedros, ao fazer três pedidos aos líderes do G20:

  • O financiamento integral do projeto ACT;
  • Apoio às iniciativas de segurança sanitárias globais;
  • E auxílio à criação de um conselho de financiamento para o combate de ameaças à saúde, a ser patrocinado pelo Banco Mundial.

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Novos casos

Tedros destacou que o número global de novos casos de Covid-19 e de mortes relacionadas à doença está aumentando pela primeira vez em dois meses, impulsionado pelos países da Europa. “É outro lembrete de que a pandemia de Covid-19 está longe de terminar”, avisou.

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