OMS: subvariantes provocaram aumento de casos de Covid em 50 países

Apesar de a subvariante BA.2 da Ômicron continuar sendo dominante no mundo, as linhagens BA.4 e BA.5 vêm provocando novos surtos da doença

atualizado 10/05/2022 14:01

retrato doutor tedros da oms, coloridoreprodução Twitter Organização Mundial da Saúde

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, chamou atenção, nesta terça-feira (10/5), para um novo aumento de casos de Covid-19 em pelo menos 50 países. A subvariante BA.2 da Ômicron continua sendo a dominante em todo o mundo. No entanto, as linhagens BA.4 e BA.5 impulsionaram a transmissão do vírus, especialmente na África do Sul.

“O número crescente de casos destaca a volatilidade desse vírus. As subvariantes estão gerando um grande aumento nos casos. Mas, pelo menos no momento, as hospitalizações e as mortes não estão aumentando tão rapidamente quanto nas ondas anteriores”, disse Tedros durante coletiva de imprensa nesta terça (10/5).

O líder da OMS atribuiu a redução da mortalidade aos efeitos de proteção gerados pelas vacinas e pelas ondas anteriores da pandemia, mas alertou que este não é um privilégio global. Países de baixa renda ainda enfrentam dificuldades para atingir a cobertura vacinal primária de 70% da população.

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Piores cenários

O surgimento de uma variante capaz de escapar da imunidade adquirida, que seja mais transmissível ou que cause maior mortalidade é apontado por Tedros como o pior cenário na atual fase da pandemia.

“Esta pandemia não acabou e precisamos que todos os líderes intensifiquem os esforços para aumentar a imunidade da população e trabalhem coletivamente para obter testes, tratamentos e vacinas para as populações”, disse.

Covid longa

Embora as novas variantes sejam apontadas como menos perigosas para as pessoas vacinadas, as autoridades da OMS alertam que os pacientes ainda estão suscetíveis à Covid longa.

“A Covid longa é devastadora e debilitante para indivíduos – jovens e idosos – comunidades e economias. Os governos precisam levar isso a sério e fornecer atendimento integrado, apoio psicossocial e licença médica para os pacientes que sofrem com isso”, pontuou Tedros.

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