OMS: relação entre coágulo e vacina é “plausível, mas não confirmada”

Agência internacional defende que os casos são muito raros, e que é importante continuar aplicando o imunizante de Oxford/AstraZeneca

atualizado 07/04/2021 14:31

ampola da vacina de oxfordGareth Fuller - WPA Pool / Getty Images

Após reunião na manhã desta quarta-feira (7/4), o subcomitê de segurança em vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) revisou os novos dados a respeito da vacina de Oxford/AstraZeneca.

Segundo o grupo, com base nas informações atuais, a relação causal entre coágulos e baixa nas plaquetas em pacientes que tomaram o imunizante é considerada “plausível, mas não confirmada“. A OMS considera que ainda é preciso realizar mais estudos para entender se há associação entre o medicamento e o evento adverso, e os possíveis fatores de risco.

Seguindo posicionamento divulgado nas últimas semanas, a organização reforça que a ocorrência de coágulos pode ser considerada bastante rara, com números baixos entre as quase 200 milhões de pessoas que já receberam uma dose da vacina da AstraZeneca no mundo inteiro.

“Eventos adversos depois da imunização devem ser comparados com o risco de morte por Covid-19, e o potencial das vacinas em prevenir infecções e reduzir as mortes causadas pela doença. Nesse contexto, deve ser observado que, hoje, pelo menos 2,6 milhões de pessoas morreram de Covid-19 no mundo inteiro”, escrevem os especialistas.

A recomendação da OMS segue sendo a de manter a aplicação da vacina. A entidade alerta que pessoas que tomaram o imunizante e sentem falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, sintomas neurológicos (dor de cabeça forte e visão borrada), ou apresentam pequenos pontos de sangue debaixo da pele na região onde a vacina foi aplicada devem procurar atenção médica urgente. Os casos costumam acontecer entre quatro e 20 dias após a aplicação.

O grupo da OMS deve se reunir novamente na próxima semana, para revisar mais informações. “Estamos monitorando com cuidado a distribuição de todas as vacinas, e vamos continuar trabalhando de perto com países para lidar com riscos potenciais, e usar ciência e as informações para desenvolver respostas e recomendações”, dizem.

Saiba como as vacinas contra Covid-19 funcionam:

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