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Saúde

Reino Unido tem 7 mortes e 30 casos de coágulo sanguíneo pós-vacina

Agência reguladora britânica solicita que população continue a se vacinar, pois benefícios da imunização superam riscos

03/04/2021 14:33, atualizado 03/04/2021 16:11
BSIP/Universal Images Group via Getty Images
imagem de um coágulo

Após divulgar, na sexta-feira (2/4), que sete pessoas morreram em decorrência de coágulos sanguíneos desenvolvidos após a aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca, a Agência Reguladora de Medicamentos e Saúde do Reino Unido (MHRA) reforçou, neste sábado (3/4), que os benefícios da imunização “continuam a superar quaisquer riscos” e pediu à população que continue a se vacinar.

A agência também admitiu que, além das mortes, foram notificados outros 30 casos de coágulos em pessoas vacinadas, mas afirma que ainda não é possível estabelecer uma relação de causa entre os coágulos e a fórmula do imunizante. O órgão garantiu que uma “revisão rigorosa dos relatórios do Reino Unido sobre tipos raros e específicos de coágulos sanguíneos está em andamento”. Não foram divulgadas informações sobre as idades ou condições de saúde das pessoas que faleceram.

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Os 30 casos de coágulo sanguíneo foram identificados entre um total de 18,1 milhões de doses de AstraZeneca administradas até 24 de março, segundo a MHRA. Por isso, a agência afirmou que o risco é “muito pequeno”.

Preocupações com a vacina Oxford/AstraZeneca levaram alguns países, como Canadá, França, Alemanha e Holanda, a restringir o uso da fórmula. A Organização Mundial da Saúde (OMS), entretanto, vem adotando posição semelhante à MHRA, afirmando que os benefícios da vacinação superam os riscos.

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O que são coágulos sanguíneos? 
Os coágulos sanguíneos se formam por conta de problemas no sistema circulatório dos pacientes. O problema é relativamente comum e administrável com medicamentos. Em alguns casos, no entanto, os coágulos se desprendem, caem na corrente sanguínea dos pacientes e podem chegar aos pulmões, provocando, assim, embolia pulmonar.

Dois estudos recentes – um da Noruega e outro da Alemanha – sugerem que, em casos muito raros, o imunizante poderia desencadear um ataque do organismo às plaquetas do sangue. Para compensar as células perdidas, o corpo produziria uma quantidade exagerada de plaquetas, tornando o sangue mais espesso e, consequentemente, criando os coágulos.

Outras investigações buscam traçar um perfil dos pacientes que registraram o sintoma e, neste caso, a hipótese é que o uso de anticoncepcionais e o tabagismo sejam fatores de risco.