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Saúde

OMS pede que fronteiras não sejam fechadas para países africanos

O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os países africanos não devem ser punidos por terem identificado a nova variante

Bethânia Nunes30/11/2021 13:55, atualizado 30/11/2021 14:46
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reprodução Twitter Organização Mundial da Saúde
retrato doutor tedros da oms, colorido

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu, nesta terça-feira (30/11), que os países africanos não sejam penalizados pela variante Ômicron do novo coronavírus.

Desde que os primeiros casos foram registrados no continente, dezenas de países anunciaram o fechamento de suas fronteiras como uma tentativa de impedir a entrada da nova linhagem do vírus em seus territórios.

“A resposta global deve ser calma, coordenada e coerente”, afirmou Adhanom no discurso de abertura da sessão de informação aos Estados-membros sobre a variante Ômicron.

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O diretor-geral disse entender a preocupação dos países em proteger os cidadãos contra a variante, mas afirma estar “igualmente preocupado” com a introdução de “medidas contundentes e abrangentes que não são baseadas em evidências e que só irão piorar as desigualdades”.

Tedros agradeceu a Botsuana e à África do Sul por terem detectado, sequenciado e relatado o surgimento da variante rapidamente. “É profundamente preocupante para mim que esses países estejam agora sendo penalizados por outros por fazerem a coisa certa”, ponderou.

A OMS recomenda que sejam tomadas ações racionais e proporcionais para a redução dos riscos, em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional. Além disso, pede que as medidas de saúde pública sejam otimizadas a fim de garantir a vacinação às pessoas com alto risco para a infecção provocada pelo novo coronavírus, lembrando que existem outras variantes em circulação.

“Precisamos usar as ferramentas de que já dispomos para evitar a transmissão e salvar vidas da Delta. E, se fizermos isso, também evitaremos a transmissão e salvaremos vidas da Ômicron – melhorando, assim, a vigilância, os testes, o sequenciamento e os relatórios”, concluiu Adhanom.

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