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Saúde

Obesidade pode favorecer alterações ligadas ao Alzheimer, diz estudo

Cientistas descobriram que moléculas de gordura produzidas na obesidade podem atingir o cérebro e favorecer alterações associadas à doença

31/07/2026 10:28, atualizado 31/07/2026 10:37
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Ilustração colorida feita com IA de neurônios cerebrais - Cientistas identificam nova célula guardiã capaz de proteger o cérebro - Metrópoles

A obesidade pode contribuir para o desenvolvimento da doença de Alzheimer por meio de moléculas de gordura que viajam do tecido adiposo até o cérebro. É o que sugere um estudo publicado na revista Molecular Neurodegeneration em 15 de abril.

Os pesquisadores identificaram um mecanismo que pode ajudar a explicar por que pessoas com obesidade apresentam maior risco de desenvolver a doença. Segundo a equipe, essas moléculas alteram o funcionamento do sistema imunológico do cérebro e favorecem o acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Houston Methodist, nos Estados Unidos.

Como a obesidade afeta o cérebro

Os cientistas concentraram a investigação em um grupo de lipídios chamados fosfatidiletanolaminas (PEs). Essas moléculas fazem parte da membrana das células e estão presentes em diferentes tecidos do organismo. Segundo o estudo, pessoas com obesidade apresentam maior quantidade dessas moléculas no tecido adiposo.

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Os pesquisadores observaram que elas podem ser transportadas pelo organismo em pequenas partículas capazes de chegar ao cérebro.

Uma vez no sistema nervoso, essas moléculas passam a interferir na comunicação entre as células cerebrais, enfraquecem mecanismos de defesa do cérebro e estimulam o acúmulo da proteína beta-amiloide, uma das principais alterações encontradas na doença de Alzheimer.

“A obesidade pode alterar a forma como os sinais chegam ao cérebro. A boa notícia é que isso pode ser algo que podemos tratar”, afirma Stephen Wong, um dos autores do estudo.

Possível alvo para novos tratamentos

Os pesquisadores também avaliaram o que acontecia quando conseguiam restaurar o equilíbrio dessas moléculas de gordura. Nos modelos utilizados no estudo, isso reduziu alterações no metabolismo dos lipídios, melhorou o funcionamento do cérebro e aumentou o desempenho em testes de memória, aprendizagem, atenção e resolução de problemas.

Segundo os autores, os resultados indicam que bloquear o transporte dessas moléculas ou corrigir esse desequilíbrio pode se tornar uma estratégia para reduzir parte das alterações associadas à obesidade e ao Alzheimer.

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

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Mais estudos serão necessários

Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que os experimentos ainda estão em fase inicial e não demonstram que esse mecanismo ocorre da mesma forma em humanos.

Segundo a equipe, novas pesquisas serão necessárias antes que tratamentos direcionados às fosfatidiletanolaminas possam ser testados como forma de prevenir ou tratar o Alzheimer.

Ainda assim, os autores afirmam que a descoberta ajuda a compreender melhor a relação entre saúde metabólica e doenças neurodegenerativas e pode orientar futuras estratégias de intervenção em pessoas com maior risco de desenvolver Alzheimer.