O que é ibogaína, psicodélico liberado para pesquisa por Trump
Substância usada em rituais africanos, a ibogaína ganha atenção pelo potencial terapêutico, mas ainda levanta alertas de segurança
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, neste sábado (18/4), uma ordem executiva para incentivar a expansão das pesquisas com drogas psicodélicas, com o objetivo de desenvolver novos tratamentos para doenças mentais. A decisão inclui a controversa ibogaína.
Extraída da planta africana Tabernanthe iboga, a substância é um composto natural conhecido por seus efeitos intensos sobre a consciência.
Tradicionalmente utilizada em rituais espirituais na África Central, ela passou a ser estudada nas últimas décadas por conta de seu potencial terapêutico. A principal hipótese é que a ibogaína ajude a “reorganizar” circuitos cerebrais, reduzindo sintomas de abstinência e interrompendo padrões compulsivos.
Pesquisas preliminares indicam que ela pode atuar em áreas do cérebro ligadas à recompensa e ao vício, o que a torna promissora no tratamento de dependências, como as de opioides, álcool e cocaína.
Há também estudos em andamento sobre seu uso em casos de depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
No entanto, especialistas ressaltam que os mecanismos ainda não são totalmente compreendidos. Há registros de mortes associadas ao uso fora de ambiente clínico, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico em pesquisas.
Apesar do potencial, a ibogaína ainda pode provocar efeitos colaterais graves, como arritmias cardíacas, além de experiências psicodélicas intensas e prolongadas, que podem durar mais de 24 horas.
