O movimento que fazemos no trabalho pode ser considerado exercício?

Um dia de trabalho pode ser tão cansativo quanto um treino na academia sem, entretanto, gerar benefícios para a saúde

atualizado

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Professor escrevendo no quadro negro
1 de 1 Professor escrevendo no quadro negro - Foto: Emilija Manevska/Getty

Depois de um dia de trabalho, o cansaço físico pode ser semelhante ao que sentimos depois de um treino na academia ou corrida de longa distância. Mas será que o movimento que fazemos para cumprir as obrigações do dia a dia é suficiente para trazer os benefícios esperados para o corpo?

A professora de educação física Daisy Motta, do perfil Ciência do Exercício, no Instagram, explica que existe um conceito chamado “paradoxo da atividade física”. Enquanto é importante se exercitar para diminuir o risco de doenças cardiovasculares, a atividade do trabalho em excesso não traz benefícios e pode até prejudicar a saúde.

Ela cita um estudo do pesquisador Andreas Holtermann, do Centro Nacional de Pesquisa para o Ambiente de Trabalho da Dinamarca, que foi publicado na revista científica BMJ.

Segundo o cientista, a atividade física ocupacional é muito baixa, ou de longa duração e pouca intensidade, não mantém ou melhora a saúde cardiovascular, inclui posturas pesadas ou estáticas que aumentam a pressão arterial, não considera o tempo de recuperação e ainda aumenta o nível de inflamação do organismo.

“Embora exista associação benéfica entre atividade física no lazer e mortalidade por doença cardiovascular, a atividade física ocupacional não encontrou associação benéfica com a mortalidade por problemas cardiovasculares”, escreve Daisy.

Por isso, não adianta: apesar de gastar calorias, o exercício laboral não é considerado uma atividade física completa, e é importante fazer exercícios pensados especificamente para melhorar a saúde.

Trabalho é exercício?

Em postagem no Instagram, Daisy reproduz um estudo que elencou diversas profissões de acordo com a quantidade de esforço físico necessário.

Professores, cientistas, executivos, escritores e secretários entram na lista da atividade ocupacional considerada leve. Na moderada, constam mecânicos, cozinheiros, vendedores e profissionais de saúde. Já entre os que fazem atividade considerada intensa estão garçons, construtores, trabalhadores rurais e de serviço de limpeza, por exemplo.

Veja, na galeria, a lista completa das profissões contempladas no levantamento:

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