Nuvem de poeira “Godzilla”: entenda riscos à saúde causados pelo fenômeno
Originária do deserto do Saara, na África, a nuvem foi carregada pelo vento e já chegou ao México e ao Caribe
atualizado
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Nas últimas semanas, um fenômeno da natureza relativamente comum tomou conta do noticiário internacional: uma nuvem de poeira “Godzilla”, originária do deserto do Saara, no norte da África, viajou pelo Oceano Atlântico e chegou às Américas e Caribe. No México, cidades como Cancún estão debaixo de uma densa camada de poeira.
Em tempos de coronavírus, a nuvem de poeira se tornou mais um motivo de alerta para a população. Os ventos carregam não só o pó, mas também bactérias, vírus, esporos, pesticidas e alguns metais em partículas pequenas o suficiente para serem respiradas e se alojarem dentro do organismo humano.
Pessoas com doenças respiratórias crônicas são as mais vulneráveis a problemas de saúde por conta da poeira. Pacientes com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquite e enfisema estão no grupo de risco, e devem evitar sair de casa quando suas regiões estiverem afetadas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se houver a sensação de que algo entrou nos olhos, deve-se lavá-los com água, de preferência potável, em abundância.
A entidade alerta ainda para um efeito colateral comum de quando as nuvens de poeira chegam às cidades: o aparecimento de alergias e crises asmáticas na população.
“Casos de ‘gripe’ persistente ou alergias sem causa aparente são frequentemente mencionados, o que pode ter sido causado pelo contato com partículas de origem biológica presentes nessas névoas”, alerta a OMS.












