Não vacinados possuem dobro de chances de ter Covid longa, diz estudo

Análise da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido mostra que vacinação tem efeitos ainda mais eficazes contra Covid longa para idosos

atualizado 15/02/2022 19:43

coronavírus ilustraçãoGettyImages

Pessoas não vacinadas contra o coronavírus possuem o dobro de chances de ter Covid longa, aponta uma análise da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido. Além disso, segundo a pesquisa, a eficácia do imunizante contra sintomas contínuos da doença foi maior em indivíduos com 60 anos ou mais.

O levantamento, publicado nesta terça-feira (15/2), revisou 15 estudos internacionais que foram realizados até janeiro de 2022 para entender os efeitos da vacinação contra sintomas prolongados de Covid-19. Os cientistas compararam as diferenças entre indivíduos não vacinados e aqueles que receberam uma ou duas doses das fórmulas da Pfizer, AstraZeneca, Moderna e Janssen.

A publicação concluiu que as pessoas que receberam duas doses eram menos propensas a desenvolver sintomas prolongados e, se apresentam os sinais, eles duram menos. Indivíduos com uma dose do imunizante também relataram que a duração dos sintomas longos de Covid foi menor do que para aqueles que não foram vacinados.

Covid longa e os sintomas

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Mary Ramsay, chefe de imunização da agência, disse que “a vacinação é a melhor maneira de se proteger de sintomas graves quando você é infectado e também pode ajudar a reduzir o impacto a longo prazo”.

Dados da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido estimam que 2% da população do país teve sintomas de Covid longa, que podem durar mais de quatro semanas após a infecção inicial. Os três sinais mais comuns são fadiga, falta de ar e dores musculares.

“Para a maioria das pessoas, os sintomas da Covid longa são de curta duração e desaparecem com o tempo. Mas para alguns, eles podem ser mais graves e atrapalhar a vida diária”, comenta Ramsay.

Um dos estudos analisados acompanhou especificamente indivíduos que se vacinaram após terem sido infectados pelo coronavírus. O documento indica que a probabilidade de ter sintomas pós-Covid é menor quanto mais cedo é a vacinação.

Outros três levantamentos já compararam sintomas contínuos naqueles que foram vacinados ou não tomaram o imunizante. Eles sugeriram que os vacinados eram menos propensos a relatar Covid longa. Todas publicações analisadas foram observacionais, portanto, os resultados não estabelecem relações diretas de causa e efeito e as conclusões podem ser geradas por outras diferenças além da vacinação.

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