Mutação do coronavírus descoberta no Reino Unido já está em 60 países

Segundo a OMS, a cepa sul-africana está presente em 23 países. Ainda não há informações a respeito da propagação das variantes brasileiras

atualizado 20/01/2021 11:05

ilustração coronavírusadoslav Zilinsky/GettyImages

Recentemente descobertas, as novas cepas do Sars-CoV-2 estão se espalhando com rapidez pelo mundo. De acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (20/1), a mutação identificada pela primeira vez no Reino Unido já está em 60 países, enquanto a variação detectada na África do Sul alcançou 23 países. Em 12 de janeiro, constatou-se a cepa sul-africana em 20 nações.

A organização ainda não sabe ao certo para quais locais as duas cepas brasileiras podem ter se espalhado. Uma das variantes foi identificada no estado do Amazonas e também detectada em turistas no Japão.

A OMS também não tem certeza se as novas variantes modificam a transmissibilidade, ou a gravidade do Sars-CoV-2. A organização destacou, contudo, que há características genéticas similares às das variantes britânica e sul-africana, mas ainda precisa realizar estudos adicionais.

A cepa identificada no Reino Unido pode ser de 50% a 70% mais contagiosa que o coronavírus original, de acordo com especialistas. A mutação britânica está presente nas seis áreas geográficas da OMS. A sul-africana está em quatro, não especificadas pela agência.

Por enquanto, não há informações sobre a letalidade das novas cepas. A alta transmissibilidade, contudo, pode sobrecarregar ainda mais os sistemas de saúde — com mais pessoas doentes, aumentam também o número de casos graves e que necessitam de internação.

Ainda não há pesquisas suficientes para garantir que as vacinas contra a Covid-19 existentes hoje serão capazes de combater as mutações do vírus. Alguns estudos preliminares, entretanto, demonstram que as vacinas podem ser adaptadas em semanas ou meses.

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