Mulher ignora sintomas por sete anos e descobre câncer terminal aos 25
Após dar à luz sua filha, Kellie descobriu um câncer de intestino em fase 4. Agora, seu tratamento foca em manter a doença estável

Kellie Finlayson descobriu um câncer de intestino em fase 4 — tecnicamente terminal — aos 25, após passar anos sentindo sintomas, mas sem dar muita importância a eles. Depois de tratamentos agressivos, agora sua terapia é direcionada para manter a doença estável e garantir mais qualidade de vida.
Casada com o astro aposentado da Liga Australiana de Futebol, Jeremy Finlayson, e mãe de uma menina de cinco anos, ela aproveita o tempo ao lado da família e usa as redes sociais para alertar sobre os riscos e os sintomas do câncer de intestino.

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Kellie sentiu sintomas como desconfortos abdominais, alterações no funcionamento de seu intestino e em seu peso durante sete anos, mas não deu muita atenção, pois acreditava que estava tudo certo com sua saúde, já que mantinha hábitos saudáveis e era jovem.
Porém, em 2021, três meses depois de dar à luz sua filha, Sophia, ela descobriu o câncer de intestino em fase 4. Uma notícia que foi devastadora para ela.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaInicialmente, os médicos acreditavam que o câncer poderia ser de fase 3, mas, ao realizarem outros exames, identificaram que já estava metastatisado.
Antes de receber o diagnóstico, com frequência Kellie tinha problemas com o funcionamento de seu intestino, mas sempre achava que havia uma explicação e buscava com os médicos soluções momentâneas. Assim, tratava cada sintoma de forma isolada, usando laxantes para constipação e remédios para quando estava com diarreia. Além de oscilações recorrentes no peso .
“Gostaria de ter insistido mais para obter respostas. É muito difícil entender o que é câncer de intestino porque é muito parecido com um ciclo menstrual, então foi muito fácil simplesmente ignorar e culpar outra coisa”, conta ela à revista People.
Sinais de alerta do câncer de intestino
- Presença de sangue na evacuação, seja de vermelho vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.
- Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.
- Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.
- Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.
Tratamento e evolução da doença
Kellie fez uma cirurgia, incluindo uma colostomia temporária, e foi submetida a 80 sessões de quimioterapia intensiva e outros tratamentos. Devido às restrições da Covid-19, na época da descoberta da doença, em um determinado momento passou 12 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em 2022 houve um momento que tudo parecia estar bem e ter surtido bons resultados, apesar de células cancerígenas permanecerem em sete linfonodos. Mas, ainda naquele ano, após novos exames os médicos viram que o câncer havia espalhado para os pulmões, o que exigiu novos tipos de tratamento.
Por conta disso, ela passou por novas sessões de quimioterapia e uma cirurgia pulmonar. Desde então, seu câncer tem sido controlado com tratamentos e exames contínuos.
Agora, aos 30 anos, Kellie ainda tem o câncer metastático e seu tratamento está focado em manter a doença estável e a preservação da qualidade de vida.
Sua experiência a motivou a alertar as pessoas sobre a doença e seus sintomas. Ela compartilha conteúdos nas redes sociais, diz que aprendeu a conviver com a doença e reforça que está feliz em ajudar as pessoas contando sua história.



