Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Câncer de intestino antes dos 50 tem tumor diferente e maior sobrevida

Estudo com 1,6 mil pacientes na Austrália mostra variações na biologia do tumor, perfil dos casos e resposta ao tratamento em adultos jovens

01/09/2026 11:00, atualizado 01/09/2026 11:06
Getty Images
Foto colorida de corpo feminino com ilustração de intestino no abdômen - Metrópoles

O câncer de intestino diagnosticado antes dos 50 anos apresenta diferenças em relação aos casos em pessoas mais velhas. Um novo estudo publicado no Medical Journal of Australia em 18 de agosto analisou pacientes com a doença em estágio avançado e identificou variações na biologia do tumor, no perfil dos casos e na sobrevida.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Flinders e do Flinders Medical Centre, na Austrália, com dados de 1.691 pacientes com câncer que havia se espalhado para o fígado.

Diferenças aparecem no perfil dos pacientes

Os resultados mostram que os pacientes mais jovens tinham maior probabilidade de serem mulheres e de apresentar tumores no lado esquerdo do intestino. Também foi mais frequente a presença de determinadas mutações genéticas. Além disso, esse grupo, em média, viveu mais tempo após a disseminação da doença para o fígado quando comparado aos pacientes mais velhos.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

“Nosso estudo ajuda a construir uma imagem mais clara da doença e sugere que pacientes mais jovens podem apresentar características tumorais distintas que devem ser consideradas na tomada de decisões sobre o tratamento”, afirmou o pesquisador Sávio Barreto, da Universidade Flinders, em comunicado.

Genética ajuda a entender evolução da doença

A análise também mostrou que mutações específicas, como BRAF e KRAS, genes responsáveis por regular o crescimento das células do organismo, estiveram associadas a piores resultados em pacientes de diferentes idades. Segundo os autores, isso reforça a importância dos testes genéticos na avaliação do câncer.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

O fígado é o local mais comum de disseminação do câncer de intestino, o que torna o tratamento mais complexo nessa fase da doença.

Câncer de intestino antes dos 50 tem tumor diferente e maior sobrevida - destaque galeria
9 imagens
Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
1 de 9

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

boonchai wedmakawand
Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
2 de 9

Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

Phynart Studio/ Getty Images
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
3 de 9

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

Flashpop/ Getty Images
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
4 de 9

Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

FG Trade/ Getty Images
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
5 de 9

A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

South_agency/ Getty Images
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
6 de 9

Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

Peter Dazeley/ Getty Images
A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
7 de 9

A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

RealPeopleGroup/ Getty Images
Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
8 de 9

Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

ljubaphoto/ Getty Images
Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
9 de 9

Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

Tratamento e limitações do estudo

Os pesquisadores observaram que pacientes submetidos à retirada dos tumores no fígado, seguida de terapias medicamentosas, tiveram melhores resultados em comparação com outras abordagens.

Ainda assim, os autores destacam que o estudo foi baseado em dados da prática clínica e não permite afirmar que um tratamento específico seja responsável pela maior sobrevida.

Para a equipe, compreender essas diferenças pode ajudar a orientar decisões clínicas e aprofundar a investigação sobre o aumento de casos em adultos mais jovens.