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Saúde

Mulher achava que tinha torcicolo mas descobre câncer avançado

Britânica achou que havia estirado um músculo do pescoço durante os exercícios e não deu atenção a sintomas de câncer já em estágio quatro

10/05/2023 14:28, atualizado 10/05/2023 15:18
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Reprodução/Instagram/@lilyvenus
Lily Venus, 26, achava que tinha um torcicolo, mas descobriu um linfoma de hodgkin - Metrópoles

Uma instrutora fitness do Reino Unido achava que estava com um torcicolo e, por isso, não quis ir ao médico. A britânica acreditava que tinha estirado um músculo do pescoço durante uma das aulas que deu por Zoom durante a pandemia.

Porém, quando Lily Venus, 26, finalmente procurou ajuda, acabou descobrindo que a dor era, na verdade, causada por um câncer já em estágio quatro. O caso ocorreu em novembro de 2021.

Ela foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, uma doença que acomete o sangue, mais especificamente o sistema linfático. Lily já tinha manifestações do câncer nos dois lados do pescoço, no peito e nos pulmões.

“Quando descobri meu linfoma, ele estava em uma fase de intenso crescimento. Quem sabe onde eu estaria agora se não tivesse começado a minha quimioterapia imediatamente”, diz, em entrevista ao Daily Mail.
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Ela passou por 12 sessões de quimioterapia
O maior medo da jovem era ter a fertilidade afetada durante o tratamento, o que não ocorreu
Lily diz que agora quer viver ainda mais  e finalmente ser mãe
Britânica era instrutora fitness e acabou achando que dor no pescoço era fruto dos exercícios
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Britânica era instrutora fitness e acabou achando que dor no pescoço era fruto dos exercícios

Reprodução/Instagram/@lilyvenus
Ela passou por 12 sessões de quimioterapia
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Ela passou por 12 sessões de quimioterapia

Reprodução/Instagram/@lilyvenus
O maior medo da jovem era ter a fertilidade afetada durante o tratamento, o que não ocorreu
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O maior medo da jovem era ter a fertilidade afetada durante o tratamento, o que não ocorreu

Reprodução/Instagram/@lilyvenus
Lily diz que agora quer viver ainda mais  e finalmente ser mãe
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Lily diz que agora quer viver ainda mais e finalmente ser mãe

Reprodução/Instagram/@lilyvenus

Lily não deu atenção aos sintomas manifestados por acreditar que a exaustão era fruto da sua rotina intensa de exercícios e do estresse gerado pela pandemia de Covid-19. Ela atribuía a coceira que sentia a uma reação alérgica ao cachorro que havia adotado recentemente.

Ela precisou passar por 12 sessões de quimioterapia e chegou a adiar o tratamento por seis meses para considerar uma fertilização in vitro, que acabou não sendo feita.

Lily decidiu realizar o tratamento e, no início de 2022 , após um ano em remissão, ela descobriu que sua capacidade de engravidar não foi afetada.

“Sempre tive o sonho de ser mãe e saber que ainda tenho a possibilidade me faz querer ainda mais estar viva e feliz. Estou tentando aproveitar o melhor de cada dia”, afirma.

O que é a doença?

O linfoma de Hodgkin atinge os gânglios e linfonodos, tecidos que produzem as células de imunidade que circulam pelo sangue. A manifestação de tumores no pescoço e no tórax, como ocorreu com Lily, é o que causa os sintomas mais comuns da doença.

O linfoma de Hodgkin atinge especialmente adolescentes e jovens adultos entre 15 e 29 anos. No último ano, segundo dados do Ministério da Saúde, 3.080 pessoas foram diagnosticadas com a doença no Brasil.

Os sintomas desse tipo de linfoma variam conforme a área onde os tumores se desenvolvem. Quando atingem o tórax, por exemplo, pode ocorrer falta de ar, dor e tosse. No abdômen, pode causar dor e distensão. De forma geral, porém, o paciente costuma apresentar cansaço extremo, suor noturno, coceira e perda de peso sem motivo aparente.

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